Vereadora do PT acredita que adiamento de ‘desafetação’ é manobra

    Marta Rodrigues aponta incorreções em projeto, cobra estudo requerido pela oposição e diz que integrantes da base do prefeito estariam insatisfeitos

    Foto: Iziz Moacyr/bahia.ba

    A vereadora Marta Rodrigues (PT) disse acreditar que o adiamento da votação do projeto que pretende vender 32 terrenos da prefeitura – chamado “Lei da Desafetação” – consiste em uma manobra do prefeito ACM Neto (DEM) para evitar uma derrota na Câmara Municipal de Salvador.

    A proposta seria votada na próxima quarta-feira (5), mas foi adiada para a semana seguinte (12). Ela cita que a insatisfação de integrantes da base aliada, como Maurício Trindade (DEM), e representantes da bancada evangélica, seria o mote para ampliar a negociação.

    “Acredito que sim. A base estava se mobilizando, e para essa votação, seriam duas discussões e 29 votos. Então ele está aí na margem. Acho que está inseguro, ganhando mais tempo para conversar com a base”, disse a petista, em entrevista ao bahia.ba, durante a manifestação contra o governo Temer, nesta sexta (30), no Campo Grande.

    No entendimento de Marta, o principal motivo para uma prorrogação deveria ser a discussão da matéria, mas as demandas da oposição não foram atendidas. “Há irregularidades, como a gente viu na liberação da Lapa para o shopping; na Boca do Rio, defronte ao Parque dos Ventos, no Aeroclube, que foi doada uma parte para o Casa Legal. O pastor está construindo uma igreja, tem documento e tudo, e não resolve? Na Rua da Gratidão, que a prefeitura deu um documento dizendo que era área pública e agora está na desafetação? Fora os outros, Pituba Ville, Stella Sol… Quem vai comprar terreno dentro dessas áreas? Então, cadê os estudos, que nós não recebemos ainda?”, indagou.