A vereadora Aladilce Souza (PCdoB) pediu investigação da Secretaria da Segurança Pública da Bahia e do Ministério Público estadual sobre uma fala feita durante um ato político realizado em frente à Reitoria da UFBA (Universidade Federal da Bahia), no domingo (27), em Salvador.
Durante a manifestação, Davi Pirajá, presidente local do partido Missão, teria defendido, segundo Aladilce, uma ação violenta contra comunidades da capital baiana. A vereadora classificou a declaração como apologia ao extermínio e pediu a responsabilização dos envolvidos.
“Revoltada e indignada com esse absurdo. Não podemos permitir em nossa cidade apologia ao crime de extermínio de comunidades inteiras, do Bairro da Paz e do Planeta dos Macacos, em São Cristóvão. Isso é aporofobia, é crime e é assim que esse caso deve ser tratado, apurado com rigor e punido, para que não funcione como incentivador de outros atos igualmente bárbaros, na cidade mais negra fora da África”.
Segundo Aladilce, a declaração ocorreu nas escadarias da Reitoria da UFBA, instituição onde é professora. Ela afirmou que o espaço deveria ser preservado de manifestações desse tipo.
“Professora da UFBA, Aladilce frisa que a universidade é federal e “um espaço da ciência, da educação, da cidadania, que deveria ser respeitado, mesmo do lado de fora, quanto mais nas escadarias da nossa Reitoria”.”
Vereadora associa declaração ao bolsonarismo
Aladilce também relacionou o episódio ao campo político de apoio ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e afirmou que o discurso representa uma ameaça às comunidades e às minorias.
Candidata à suplência do senador Jaques Wagner (PT) na chapa que apoia a reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e do governador Jerônimo Rodrigues (PT), a vereadora afirmou que o comportamento seria associado ao bolsonarismo.
“é característico do bolsonarismo, um movimento de ódio à diversidade e às minorias, de rejeição aos avanços da democracia, do progresso das comunidades”.
A vereadora também citou a disputa pelo governo da Bahia ao afirmar que o episódio representaria um risco caso grupos de direita ligados ao bolsonarismo avancem nas eleições.
“caso prevaleça nas urnas o pensamento retrógrado desses grupos de extrema direita que apoiam o bolsonarismo e, consequentemente, o candidato dele no estado, o ex-prefeito ACM Neto”.
Aladilce cita fala de Lula sobre armas e livros
Ao comentar o episódio, Aladilce ainda recuperou uma declaração recente do presidente Lula sobre as diferenças entre os governos dele e de Bolsonaro.
“Bolsonaro liberou um bilhão de balas. Eu liberei 213 milhões de livros”.

