Em entrevista ao bahia.ba nesta quarta-feira (4), a vereadora Marta Rodrigues (PT) saiu em defesa do governo da Bahia no que se refere aos investimentos na educação, e rebateu o prefeito Bruno Reis (União Brasil), que criticou a gestão estadual e desafiou o governador Jeronimo Rodrigues (PT) a ver quem mais fez pela área.
“Parece que o prefeito tem criado uma realidade fantasiosa e fictícia de Salvador para enganar a população pensando em 2024. Há anos, a educação do município é precarizada. É tanto que o governo estadual se viu na responsabilidade social de acolher cerca de 70 mil alunos do ensino fundamental, de competência da prefeitura, conforme a Constituição Federal. Para não deixar essas crianças fora da escola, elas estudam na rede estadual”, declara Marta.
A petista diz ainda que ‘o descaso’ com a educação pública é atestado e comprovado. “Depois do fechamento de mais de 40 unidades da Educação para Jovens e Adultos (EJA), sem critério nenhum, ano passado, a Secretaria Municipal de Educação (SMED) se viu obrigada a assinar um TAC com o MP-BA, no dia 29 de setembro (deste ano), para que, antes de fechar EJAs, a prefeitura faça estudo técnico e uma pesquisa prévia a ser apresentada à população”, acrescenta a vereadora.
Ainda segundo Marta, o TAC também quer que a prefeitura apresente um levantamento sobre interesse das comunidades escolares sobre a oferta. “Ou seja, é praticamente o carimbo do MP-BA sobre diversos equívocos na condução da educação pelo município”. Marta cita ainda que ‘a população está diariamente na TV reclamando da ausência de vagas em creches, e professores relatando o sucateamento das unidades’. “A maioria das escolas municipais que existe quem leva o material escolar é o professor, tirando do próprio bolso: ou seja, são unidades municipais sem investimento e sem material pedagógico”, denuncia a petista.
As críticas da vereadora não param por aí. “A prefeitura gasta com projetos como o Pé na Escola, que valoriza a mercantilização do ensino, ao invés de suprir número de vagas de alunos na rede pública com investimentos e recursos na infraestrutura e no corpo docente. O modelo Pé na Escola não atende a realidade da cidade e a prefeitura não apresenta soluções”, pontua.
A vereadora, que é vice-líder da oposição na Câmara Municipal de Salvador, acrescenta que “enquanto Bruno faz misancene e solta falácias para a imprensa, o Governo da Bahia não só defende a educação em tempo integral e abriga alunos de competência da prefeitura, como está entregando escolas com um padrão de infraestrutura que inclui laboratórios, biblioteca, piscina, campo coberto, auditório e refeitório, tudo para valorizar o professor e o estudante.”
“Desde o início do ano, já foram entregues mais de 25 unidades de ensino em tempo integral, entre novas escolas e obras de ampliação, com modernização. Recentemente contratou1.624 profissionais para a Educação Especial. Todos os investimentos no estado na educação pública são feitos são com recursos próprios, e transcenderam a questão da infraestrutura, com formação de professores, provisão de tecnologia e diversos programas que dão garantia de alimentação escolar gratuita, busca ativa de alunos durante a pandemia e combate a evasão escolar”, declara.
Segundo Marta, ‘o prefeito que desconhece a realidade da educação: a gestão na Bahia aumentou consideravelmente EJAs, levou dignidade menstrual às escolas, criou o Projeto Vale Alimentação Estudantil, que garante a segurança alimentar de todos os estudantes matriculados e de suas famílias, e instituiu como Política Estadual o Bolsa Presença, em meio à pandemia, para evitar a evasão escolar’.
Sobre a saúde, a edil também não poupou a prefeitura. “Na saúde, o problema é grave na atenção básica que coloca a cidade entre as piores: com escassez de material, com filas, poucos profissionais. Cotidianamente pessoas chegam das unidades de saúde do município com enfermidades que poderiam ter sido tratadas lá, mas não foram. E chegam nos hospitais estaduais com uma gravidade já evoluída”, diz.
De acordo com Marta Rodrigues, “o atendimento primário e preventivo não funciona e isso tem sobrecarregado os hospitais”. “Bruno não cumpre com pacto que fez com o SUS que é cuidar da atenção básica. O prefeito precisa ir numa fila de posto de saúde. Enquanto isso o governo do estado construiu 18 hospitais e 26 Policlínicas na Bahia durante os governos Jaques Wagner (PT) e Rui Costa (PT). E Salvador foi contemplada com equipamentos de todas estas modalidades”.
Sem poupar as críticas ao chefe do Executivo municipal, Marta acrescentou que “se a saúde municipal fosse tão boa como o prefeito tenta manipular, não teria tanto mutirão de saúde feito pelo Estado e pelo próprio Município”. “Eles existem porque Salvador não faz prevenção, não atende as mulheres nos postos de saúde. É para suprir a ausência da cidade”, diz a vereadora.

