Vereadora rebate Bruno Reis sobre envio de projeto do ISS após eleição: ‘Falácia’

    “O prefeito fala que esperou passar as eleições a pedido dos vereadores, mas isso é uma grande falácia. A não ser que tenha sido a pedido da base dele”, diz Marta Rodrigues

    Foto: Assessoria/Marta Rodrigues

    Em entrevista ao bahia.ba nesta quinta-feira (31), a vereadora Marta Rodrigues (PT) rebateu a justificativa do prefeito Bruno Reis (União Brasil) sobre envio do Projeto de Lei (PL) do Imposto Sobre Serviços (ISS) depois das eleições.

    “O prefeito fala que esperou passar as eleições a pedido dos vereadores, mas isso é uma grande falácia. A não ser que tenha sido a pedido da base dele, pois nós da oposição nunca nos furtamos de exercer nosso papel de fiscalização. Além disso, quando ele fala de esperar a eleição, a disputa pela prefeitura e pela vereança em Salvador se encerrou dia 6 de outubro. Não foi só a eleição de Salvador que ele estava esperando, mas também o segundo turno de Camaçari, cidade onde ele e seu grupo político, principalmente ACM Neto, estavam investindo pesado porque sabem que ali, além de ser o quarto maior colégio eleitoral da Bahia, era um poderoso duto financeiro para eles”.

    Bruno Reis argumentou que os vereadores de Salvador estavam “focados nas eleições municipais de 2024” ao justificar o envio do projeto de lei que aumenta a alíquota do Imposto sobre Serviços de Qualquer Natureza (ISS) na área de saúde após o resultado eleitoral. Para o bahia.ba, Bruno Reis declarou que havia sido acordado que, durante o período eleitoral, a Câmara Municipal abriria apenas para atividades administrativas. No entanto, a petista contesta a versão.

    A vereadora diz ainda que ‘se tivesse alguma coerência essa justificativa do prefeito’ para atrasar o envio dos projetos, ele deveria tê-lo feito no dia seguinte à votação de Salvador, ou seja, 7 de outubro, e não no dia 28 de outubro, como aconteceu. “Ele, seus aliados e seu eterno chefe, ACM Neto, estavam tão desesperados com Camaçari, que foi preciso ter certeza da derrota no 2º turno de lá, para enviar à Câmara daqui os projetos logo no dia seguinte, dia 28, prejudicando a população de Salvador que o elegeu. Volto a dizer que o prefeito tá mal assessorado, inclusive essa fala dele é de uma falta de noção tamanha.”

    Ainda segundo Marta Rodrigues, o prefeito dizer que esperou a eleição passar e enviar os projetos 20 dias depois “só mostra que nunca houve projetos prontos, com conteúdo e embasamento”. “Foi tudo feito a toque de caixa, feito a facão, e a aprovação deles se deu sem discussão nenhuma, sem aprofundamento, para não esgotar o prazo previsto nas alterações tributárias. Para imprimir os novos boletos com os novos valores do IPTU pra população, ele precisava ter votado em outubro. Mas como não tiveram assessoria, largaram Salvador em detrimento de outros interesses, e para não sair perdendo arrecadação, eliminaram mais uma vez o debate e votaram as pressas para não esgotar o prazo de 90 dias antes do lançamento do IPTU para pagamento dos contribuintes.”