Viagem de Lula à China deve ter balanço de novos negócios da Embraer e de empresários

    Entre os negócios avançados e que deverão ser anunciados estão a venda de 20 aeronaves da Embraer

    Foto: Ricardo Stuckert/PR

    A viagem do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) à China, remarcada para terça-feira (11),  deve incluir o anúncio de um balanço de novos negócios entre os governos e as empresas dos dois países.

    Segundo a Folha de São Paulo, as tratativas foram realizadas por representantes do governo brasileiro e empresários que estiveram no país asiático no final de março. O petista não participou dessa primeira rodada de conversas devido a um quadro de pneumonia que o impediu de viajar.

    Entre os negócios avançados e que deverão ser anunciados estão a venda de 20 aeronaves da Embraer (a empresa brasileira de aviação está há cinco anos sem vender para a China), a assinatura de acordo entre Suzano e a empresa de navios chinesa Cosco para a construção de 17 embarcações para transporte de celulose, a compra de 280 caminhões elétricos da empresa chinesa JAC pela Seara, entre outros.

    Eles não foram anunciados anteriormente devido à ausência de Lula na excursão.

    De acordo com a publicação, as relações entre Brasil e China ficaram estremecidas durante a gestão Jair Bolsonaro (PL), com ataques do então presidente, seus filhos e ministros ao maior parceiro comercial do país. O restabelecimento dos elos diplomáticos com a China tem sido apontado como prioridade por Lula e ministros como Carlos Fávaro, da Agricultura, e Mauro Vieira, das Relações Exteriores.