Lançado pelo Partido dos Trabalhadores (PT) como pré-candidato à prefeitura de Salvador, o deputado Robinson Almeida (PT) conta com o aval do senador Jaques Wagner (PT) para encabeçar a chapa no pleito municipal do ano que vem. No entanto, o apoio do cacique ao parlamentar não o coloca em posição de favorito diante do leque de nomes ofertados ao governador Jerônimo Rodrigues (PT).
Em entrevista ao bahia.ba, o vereador e um dos vice-presidentes do PT em Salvador, Arnando Lessa (PT), destaca que “não há favoritismo” no processo de escolha para o nome que irá disputar a cadeira do Palácio Thomé de Souza. De acordo com o edil, Robinson “é o nome afunilado a partir de várias candidaturas colocadas na mesa de negociação”.
“Não acho que haja favoritismo no processo. O PT tem o nome de Robinson Almeida afunilado a partir de várias candidaturas colocadas. O nome de Robinson é o nome colocado na mesa de negociação”, afirma.
“O senador [Jaques Wagner] reafirmou o apoio do parceiro e companheiro de proximidade política. Robinson foi secretário de Wagner nos oito anos em que ele foi governador. Tem uma relação política, [mas] o PT não vai impor o nome de Robinson. O PT está dialogando com as demais correntes e tem um nome com competência para ser o candidato. Isso não quer dizer que é o candidato imposto pelo PT”, completa.
No sábado (28), foi realizada em Salvador a Plenária Municipal do PT. No evento, o senador Jaques Wagner classificou Robinson como seu “primeiro candidato” para a eleição de 2024.
De acordo com Lessa, a reunião não foi uma “conferência para homologar a candidatura” do deputado e que, mesmo o nome de Robinson sendo “respaldado por todas as correntes e força política”, não o faz candidato.
“A reunião de sábado teve vários objetivos, [entre eles] a consolidação da pré-candidatura do companheiro Robinson Almeida à prefeitura de Salvador. O PT está reafirmando o nome de Robinson, mas o PT defende a unidade da base”, disse.
“Não foi uma conferência para homologar a candidatura. Há uma confusão, não tinha nem essa competência, não cabia e nem cabe a conferência homologar a candidatura. As candidaturas serão homologadas em convenção. É um indicativo que o PT tem um nome. E o nome é respaldado por todas as correntes e pelas forças políticas é o nome de Robinson. Isso não quer dizer que já fez de Robinson candidato”, destaca.
No páreo para a prefeitura de Salvador, além de Robinson, estão o vice-governador Geraldo Júnior (MDB), Olívia Santana (PCdoB), Pastor Sargento Isidório (Avante) e Bacelar (PV). Para o bahia.ba, o vereador pontua que “está na hora” de afunilar quem será o candidato.
Arnaldo Lessa ressalta ainda que, dentro do PT, os debates políticos e de formação já foram finalizados. De acordo com ele, a expectativa é de que até 15 de novembro possa ter uma lista menor de candidatos à prefeitura.
“Já era hora de afunilar isso. […] No meu ponto de vista, acabou os movimentos internos das instâncias burocráticas do PT, de debate político e de formulação e agora é vem a decisão do coletivo, que é liderado pelas três maiores posições políticas: Jaques Wagner, Rui Costa e Jerônimo Rodrigues. São forças que podem interferir no processo de escolha”.
“Essas pessoas ‘estão’ desafiadas a conversar e chegar em um denominador comum. Isso está acontecendo a partir de hoje e, provavelmente, teremos daqui a pouco uma definição. Qualquer que seja o nome, eu acho que é o nome que vai disputar e fazer o debate da cidade que queremos contra a cidade que temos”, finaliza.
A polêmica começou após Geraldo Jr. ter sido ventilado como o nome escolhido pelo governador Jerônimo Rodrigues e pelo senador Jaques Wagner para a prefeitura da capital baiana, que teria, por pressão dos militantes petistas, sido demovido da decisão para não causar mal-estar com seus companheiros petistas. Porém, o nome do vice-governador não está descartado.

