Vice Temer começa a escolha de ministros e já discute medidas

    A ideia é priorizar as áreas econômica e social com dois objetivos para mostrar logo a que veio: um deles, rebater as críticas de que pode desmontar os programas sociais

    (Foto: José Cruz/Agência Brasil)
    Foto: José Cruz/ Agência Brasil

    O vice-presidente Michel Temer (PMDB-SP) vai evitar declarações até que o Senado avalie a decisão da Câmara dos Deputados de dar prosseguimento ao processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff (PT), mas usará o período de pelo menos duas semanas para montar a sua equipe e definir as primeiras medidas de seu possível futuro governo, segundo o jornal Folha de S. Paulo.

    Segundo assessores ouvidos pela reportagem, a ideia é priorizar as áreas econômica e social com dois objetivos para mostrar logo a que veio: mudar as expectativas sobre o rumo do país e rebater as críticas de que pode desmontar os programas sociais deixados pelo PT.

    Até que o Senado decida sobre o afastamento temporário da petista, no entanto, a ordem é não dar declarações específicas sobre o futuro governo em respeito ao Senado e também porque a presidente do país continua a ser Dilma.

    Porém, não está descartado um pronunciamento do peemedebista no tom de busca da “pacificação nacional”, na tentativa de indicar que fará um governo de união com todas as forças políticas. A partir desta segunda-feira (18), a equipe de Temer diz que ela passa a ter uma “perspectiva concreta” de poder e, por isto, ficará mais à vontade para fazer “sondagens oficiais” de nomes que vão compor o seu ministério.