Vídeo: Soraya desafia autora de simulação de aborto a encenar estupro a filha de políticos

    'Quero ver ela encenando a filha, a neta, a mãe, a avó, a esposa de um parlamentar sendo estuprada', disse a senadora

    Foto: Jefferson Rudy/Agência Senado

    A senadora Soraya Thronicke (Podemos-MS) fez duras críticas nesta terça-feira (18) ao debate promovido no plenário do Senado sobre aborto e desafiou a contadora de histórias que interpretou um feto a dramatizar também uma mulher sendo estuprada. A encenação ocorreu numa sessão realizada na segunda (17).

    “Eu queria até o telefone, o contato daquela senhora que esteve aqui ontem, encenando aquilo que nós vimos. Sabe por quê? Porque eu quero ver ela encenando a filha, a neta, a mãe, a avó, a esposa de um parlamentar sendo estuprada. Eu quero que ela faça a encenação do estupro agora. Por que não? Se encenaram um homicídio aqui ontem, que encenem o estupro”, disse.

    Thronicke afirmou que é contra o aborto e defendeu que existe vida desde a concepção. Afirmou, porém, que o Estado é laico e que o aborto é legal no país em três situações: em caso de estupro, de anencefalia fetal ou de risco de morte à gestante.

    “A bancada feminina [do Senado] é a favor da vida e o aborto é proibido no nosso país, com três exceções dificílimas: o feto anencéfalo, risco de morte da mãe e o estupro. E não é obrigada a abortar quem foi estuprada e por acaso engravidou. Vai quem quer, de acordo com a sua fé, com a sua consciência. Por quê? Porque o Estado é laico”, declarou.

    Durante a sessão promovida pelo senador Eduardo Girão (Novo-CE), a contadora de história Nyedja Gennari encenou o que seria um feto gritando durante o procedimento de assistolia fetal. “Não! Quero continuar vivo”, gritou ela.

    As críticas ao PL e à sessão organizada por Girão foram reforçadas pelos senadores Fabiano Contarato (PT-ES), Teresa Leitão (PT-PE) e Leila Barros (PDT-DF).

    (Com informações do jornal Folha de S. Paulo)

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