Vídeo une oposição, mas ainda não é tempo de pensar em impeachment

    Avaliação é dos vice-líderes da Maioria, Cacá Leão (PP-BA), e da Minoria, Lídice da Mata (PSB-BA), sobre gravação de reunião ministerial

    Fotos: Pablo Valadares/ Câmara dos Deputados | Pedro França/ Agência Senado Montagem: bahia.ba

    Maioria e minoria na Câmara dos Deputados se dividem quanto ao impacto do vídeo da reunião ministerial sobre o presidente Jair Bolsonaro. Nesta terça-feira (12), foi exibida a gravação do encontro para investigadores da Polícia Federal que apuram suposta interferência política do chefe do Executivo na corporação.

    O vice-líder da Maioria na Casa, deputado Cacá Leão (PP-BA), entendeu que ainda é cedo para concluir qualquer coisa, já que ainda é desconhecido o conteúdo do vídeo. Já a deputada Lídice da Mata (PSB-BA), uma das vice-líderes da Minoria, as informações que circulam na imprensa sobre o que mostra a gravação torna mais grave a situação política do país.

    Na avaliação da parlamentar, começa a tomar corpo a necessidade de lutar pelo impeachment de Bolsonaro.

    “Tem crescido no campo da oposição um desejo de unificação em torno da ideia de que é preciso parar o presidente da República, diante de todas essas irregularidades, nessa postura autoritária e sem nenhum respeito ao republicanismo e à Constituição”, observou Lídice, em conversa com o bahia.ba.

    A deputada ponderou que, apesar dessa bandeira passar a unir a oposição, o presidente também tem se movimentado para salvar a si mesmo de um eventual processo de impeachment. É o caso dos acordos firmados com o centrão, grupo que reúne partidos como Republicanos, PSD, Solidariedade, PTB, Pros, Avante e o PP de Cacá Leão.

    Sobre o assunto, o deputado avalia que ainda é muito cedo para pensar em impedimento do presidente, até porque esse não é o melhor dos cenários.

    “Para a democracia, é muito ruim ter dois governos eleitos “impeachmados” dentro do seu mandato seguido. Acho que não é o modelo, não é o formato de democracia que eu gostaria de viver”, avalia.