Videoconferência com Bolsonaro fracassa, e o óleo fica na mesma

    Os equipamentos usados estavam ruins e ninguém conseguia entender o que se falava, segundo João Leão, governador em exercício, que participou. E se decepcionou

    Foto: Alan Santos/PR
    Foto: Alan Santos/PR

     

    A videoconferência que o presidente Bolsonaro realizou ontem pela manhã para tratar do problema do óleo resultou num fiasco. Os equipamentos usados estavam ruins e ninguém conseguia entender o que se falava, segundo João Leão, governador em exercício, que participou. E se decepcionou.

    A questão principal: domingo, em entrevista à Record, ao falar sobre o óleo, Bolsonaro disse que ‘o pior ainda está por vir’. E Leão pergunta o que gostaria de perguntar ao próprio:

    — O que é ‘o pior ainda está por vir’? Não se sabe.

    Situação caótica

    Com a ressalva de que a atuação do vice-almirante Silva Lima, comandante do II Distrito Naval, “tem sido bastante elogiável”, Leão diz que está tentando uma audiência com Bolsonaro para expor a ele a vastidão da tragédia, para além dos danos ambientais, a questão econômica.:

    — O fato objetivo é que a situação está caótica. O governo até agora não liberou um centavo. Estamos levantando tudo, através da Bahia Pesca. Mas além dos pescadores, que são contemplados pelo defeso, temos as marisqueiras e também os pequenos comerciantes de peixe, todos passando necessidade. É um problemão.

    A questão se arrasta por todas as cidades e povoados ao longo dos 1.100 quilômetros de praia do litoral baiano, o maior do Brasil.

    Leão lembra que o turismo no litoral, uma indústria forte, também está muito prejudicado. E o pior: o que aconteceu de fato, ainda é mistério.