Wagner celebra avanço da PEC 6×1 e exalta ‘grito das ruas’

    Wagner afirmou que a mobilização popular foi determinante para colocar a proposta no centro da agenda do Congresso Nacional

    Foto: Ulisses Dumas
    Foto: Ulisses Dumas

     

    O senador Jaques Wagner (PT) celebrou o avanço da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que prevê o fim da escala 6×1 no Senado e atribuiu a movimentação da matéria à pressão exercida por trabalhadores e movimentos sociais.

    A declaração ocorreu nesta terça-feira (18), durante encontro no Sindiquímica Bahia, em Salvador, que reuniu lideranças sindicais e integrantes do campo político ligado ao PT. Ao lado do ex-ministro Rui Costa (PT), Wagner afirmou que a mobilização popular foi determinante para colocar a proposta no centro da agenda do Congresso Nacional.

    “Se a escala 6×1 está na boca de ser votada na Comissão de Constituição e Justiça, é por conta do peso do grito e da batalha das ruas. Se não gritarmos alto, não andamos no Congresso Nacional”, afirmou.

    Na avaliação do senador, a correlação de forças no Legislativo tem dificultado o avanço de pautas defendidas pelo governo e por setores ligados aos trabalhadores. Wagner associou o fortalecimento da oposição no Congresso ao uso de recursos do orçamento e afirmou que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) não possui uma maioria parlamentar consolidada.

    “As forças conservadoras que estão no parlamento brasileiro se firmaram por lá graças ao dinheiro que eles tiram do orçamento. O Lula hoje tem dificuldade, porque a gente não tem maioria consolidada”, declarou.

    Pressão dos movimentos sociais

    Wagner defendeu a atuação conjunta de movimentos sindical e social como forma de pressionar o Congresso pela aprovação de pautas relacionadas à classe trabalhadora. Segundo o senador, a mobilização organizada é necessária para enfrentar a resistência de setores conservadores no Legislativo.

    “Nós precisamos entender que os movimentos social, sindical e dos trabalhadores rurais sem terra são fundamentais para a evolução da justiça social”, disse.

    O senador ainda afirmou que a organização popular é essencial para ampliar a influência dos trabalhadores no processo político. “Na democracia burguesa, ou a gente grita, berra e se organiza, ou não vamos ver nada”, completou.

    Retorno ao Sindiquímica

    O encontro também teve um caráter simbólico para Wagner e Rui Costa. O Sindiquímica Bahia foi apresentado como um espaço ligado à trajetória sindical e política dos dois petistas, que participaram da agenda acompanhados por lideranças de diferentes centrais sindicais.

    Entre os presentes estavam Luciomar Machado, presidente em exercício da CUT Bahia; Alfredo Santos, presidente do Sindiquímica; Mário Conceição, presidente da CSB Bahia; Emerson Gomes, presidente da Força Sindical Bahia e vice-presidente do Sintepav; e Rosa de Souza, presidente da CTB Bahia.

    A agenda reforçou a aproximação dos candidatos ao Senado com o movimento sindical baiano em meio à campanha eleitoral de 2026.