Wagner critica PLP que amplia número de deputados e defende novo censo antes de mudanças

    “O problema desse projeto é que houve um censo do IBGE que, na minha opinião, não foi bem feito", afirmou o senador

    Foto: Jorge Jesus/bahia.ba

    O senador Jaques Wagner (PT-BA) afirmou nesta sexta-feira (23) que o projeto aprovado na Câmara dos Deputados, que pode resultar no aumento do número de parlamentares, nasce sob insegurança jurídica por conta de distorções no censo demográfico do IBGE realizado em 2022.

    “O problema desse projeto é que houve um censo do IBGE que, na minha opinião, não foi bem feito. Não quero criticar o pessoal do IBGE, mas tivemos a pandemia, depois não houve orçamento suficiente, então criou-se uma série de problemas”, afirmou Wagner.

    O texto aprovado na Câmara corrige a distribuição de cadeiras na Câmara dos Deputados e nas Assembleias Legislativas, a partir dos dados do censo. Com isso, estados como Bahia, Rio de Janeiro e Rio Grande do Sul perderiam cadeiras, enquanto outros, como Santa Catarina, Pará e Amazonas, seriam beneficiados.

    “Por exemplo, a Bahia perderia três ou quatro parlamentares, enquanto outros estados ganhariam. Evidentemente, isso incomoda os estados que vão perder, então todos se juntaram para, pelo menos, manter \[a quantidade atual]”, disse o senador.

    Wagner defendeu que seria mais razoável adiar qualquer redistribuição de cadeiras até que um novo censo, com metodologia mais robusta, possa garantir maior segurança nos dados populacionais. “Querendo ou não, a proporcionalidade dos estados é a representação do povo brasileiro. Não dá para ficar mexendo toda hora com essa insegurança”, afirmou.