Wagner defende adiamento do Enem: ‘Insensatez fingir normalidade’

    Ex-governador avalia que Estado precisa reconhecer que a pandemia potencializou as desigualdades de acesso a recursos e educação

    Foto: Alessandro Dantas/ PT no Senado

    O senador Jaques Wagner (PT-BA) defendeu nesta terça-feira (19) o adiamento das provas do Exame Nacional do Ensino Médio, previstas para acontecer em novembro. Na avaliação do ex-governador baiano, o Estado precisa reconhecer que a pandemia do novo coronavírus potencializou as desigualdades de acesso a recursos e educação.

    “O adiamento do Enem é uma medida justa e necessária. Milhares de estudantes, sobretudo os mais pobres, não têm acesso à internet. O estudo remoto, solução para muitos durante a quarentena, é inacessível para alunos de baixa renda. Seria uma insensatez fingir normalidade e manter o cronograma de provas neste cenário”, escreveu Wagner em seu perfil no Twitter.

    O plenário do Senado aprecia nesta terça um projeto de lei sobre o adiamento do exame. No mesmo dia, o ministro da Educação, Abraham Weintraub anunciou que o MEC deve fazer uma consulta pública no final de junho com os inscritos no exame.

    De acordo com o ministro, 4 milhões de pessoas já se inscreveram no exame. O prazo de inscrições termina na sexta-feira (22). As provas presenciais estão previstas para os dias 1º e 8 de novembro; a prova digital deve acontecer no dia 22 do mesmo mês.