Pré-candidato à reeleição ao Senado, Jaques Wagner (PT) rebateu as críticas da oposição sobre a segurança pública na Bahia, tema que vem sendo explorado pela pré-campanha do ex-prefeito de Salvador e candidato ao Governo do Estado, ACM Neto (União Brasil).
As declarações foram dadas nesta sexta-feira (31), durante entrevista ao programa Giro Baiana, da Baiana FM.
Durante a entrevista, Wagner afirmou que os desafios da segurança pública estão relacionados ao avanço do crime organizado, do tráfico de drogas e de armas, além de outros delitos associados a grupos criminosos.
O senador também defendeu a atuação do governador Jerônimo Rodrigues (PT) e do secretário da Segurança Pública da Bahia, Marcelo Werner, destacando ações de combate ao crime organizado.
Segundo Wagner, a população avalia não apenas os problemas enfrentados pelo Estado, mas também a postura adotada pelos gestores diante das dificuldades.
“A segurança não é culpa de Jerônimo, Jaques. É do tráfico de drogas, de armas, do crime organizado, que virou um caso multinacional”, afirmou.
O petista citou mudanças no funcionamento das organizações criminosas e destacou que os grupos passaram a atuar em diferentes áreas, incluindo crimes financeiros e uso de tecnologia.
“[Os criminosos] diversificaram. Tiveram a fintech na Faria Lima. A Polícia Federal atirou no bolso do crime organizado, que é a parte do corpo que mais dói”, declarou.
Wagner admite necessidade de ampliar efetivo policial
Apesar de defender as ações do governo estadual, Wagner reconheceu que a Bahia precisa ampliar o número de policiais militares nas ruas. “Não é por aí só, tem que colocar policial na rua”, disse o senador.
Ele também ressaltou a importância do investimento em tecnologia, inteligência e integração de dados para enfrentar a criminalidade. “Se não trabalhar com rede, internet e inteligência artificial, a bandidagem vai se aproveitar da tecnologia para fazer trambique”, afirmou.
Senador cita redução de mortes em Salvador
Durante a entrevista, Wagner destacou dados de redução dos índices de violência na capital baiana e afirmou que os resultados ainda precisam avançar.
Segundo ele, houve uma redução de 29,3% nas mortes em Salvador, mas o cenário ainda exige novas medidas. “Tá bom? Não! Tem que zerar. Vamos ter que continuar trabalhando. Não é blá blá blá que vai resolver segurança”, afirmou.
O senador também elogiou o secretário Marcelo Werner e disse que a pasta tem atuado no enfrentamento às lideranças do tráfico. “Werner já derrubou 70 chefes do tráfico”, declarou.

