Wagner destaca operação Eirene II: ‘Lugar de marginal é na cadeia’

    Operação cumpriu 32 mandados de prisão preventiva contra integrantes de um grupo investigado por tráfico de drogas

    Foto: Rafael Nunes

    O senador Jaques Wagner (PT) celebrou nesta quarta-feira (16) o resultado da Operação Eirene II, deflagrada pela FICCO (Força Integrada de Combate ao Crime Organizado) Bahia em conjunto com as polícias Militar, Civil e Federal. Em entrevista à Rádio Extremo Sul FM, de Itamaraju, o petista defendeu o uso de inteligência e tecnologia no combate ao crime organizado.

    A operação cumpriu 32 mandados de prisão preventiva contra integrantes de um grupo investigado por tráfico de drogas, homicídios, extorsão, lavagem de dinheiro e posse ilegal de armas. Na Bahia, foram cumpridas 21 ordens judiciais, sendo nove em Jequié, seis em Vitória da Conquista e outras em Serrinha, Mutuípe, Laje, Ilhéus, Brumado e Salvador.

    “Eu sempre falo e vou repetir: lugar de marginal é na cadeia, para que as famílias e os trabalhadores possam ter mais tranquilidade”, afirmou Wagner.

    Operação Eirene II

    A ação também ocorreu em outros três estados e teve como alvo suspeitos ligados à estrutura criminosa. A Justiça autorizou ainda o bloqueio de mais de R$ 12 milhões em ativos financeiros e bens dos investigados.

    Para Wagner, a atuação integrada das forças de segurança e o uso de recursos tecnológicos são necessários para acompanhar a forma como organizações criminosas passaram a operar.

    “O crime organizado hoje se vale da tecnologia para fraudar bancos, roubar pessoas e para fazer tráfico de armas. Se nós não usarmos inteligência, se não usarmos câmeras, se não usarmos tecnologia, como a gente usa na Bahia, nós não teremos sucesso nessa luta”, destacou o senador.

    PEC da Segurança

    Wagner relacionou a operação à discussão da PEC da Segurança Pública no Congresso. Segundo ele, a proposta poderá ampliar a integração entre as forças de segurança federais, estaduais e de outros países.

    A PEC também é defendida pelo senador como uma forma de viabilizar a criação de um Ministério da Segurança Pública pelo governo federal.

    “A PEC vai finalmente possibilitar ao presidente Lula que ele crie o Ministério da Segurança Pública. Nós precisamos fazer um trabalho integrado entre a Polícia Federal, as polícias estaduais e internacionais para estourar os esquemas do crime organizado”, explicou.

    Wagner pede avanço da PEC

    O senador afirmou ainda que a proposta já foi aprovada pela Comissão de Constituição e Justiça do Senado e deverá avançar após as eleições de outubro.

    “Nós já aprovamos na Comissão de Constituição e Justiça. Depois do dia 4 de outubro, vamos trabalhar para que ela também seja aprovada no plenário do Senado.”