Wagner minimiza ‘queda de braço’ pelo IOF: ‘Está tranquilo’

    Líder do governo, senador diz que Congresso não cumpriu o que estava acordado

    Foto: Iris Samara/Bahia.ba

    Líder do governo no Congresso Federal, o senador Jaques Wagner (PT) minimizou a queda de braço pelo aumento da alíquota do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF). Após a Câmara dos Deputados, o Senado também aprovou a derrubado do decreto do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) da elevação do imposto.

    “Nós tivemos uma conversa importante há uns três domingos, fizemos um acordo, foi tudo feito de acordo com o que tinha sido concordado, com vários líderes, os dois presidentes. Por algum motivo, na semana subsequente, eles mudaram de posição. O presidente cumpriu o que estava acordado, baixou o decreto, que era bem mais suave do que o decreto anterior, e fez a Medida Provisória. É um direito do Congresso que não devia aceitar o decreto, mas eu insisto que estava acordado com as duas presidências e com as lideranças. Tinham mais de 15, entre senadores e deputados”, afirmou em entrevista ao Bahia.ba.

    Nesta terça (1º), a Advocacia-Geral da União (AGU) protocolou uma ação junto ao Supremo Tribunal Federal (STF), para tentar reverter a derrubada do decreto.

    “Na medida que eles entraram para derrubar o decreto, fruto de um acordo, o governo se sentiu no direito de ir ao Supremo para perguntar, o que eu fiz é ou não é constitucional? A gente não entrou contra a medida dele. Entrou defendendo a nossa. Vamos esperar a decisão do Supremo”, disse. “A vida, a democracia é assim mesmo. Tem hora que concorda, tem hora que discorda, desde que a gente mantenha o padrão de trabalhar com argumentos, eu não vejo problema nenhum. Então, pra mim tá tranquilo”, finalizou.

    Com a derrubada do aumento do IOF, o governo prevê uma perda de arrecadação estimada em R$ 10 bilhões neste ano.