Wagner, o socorro que Rui espera para equilibrar a vantagem perdida

    Mais do que nunca, Rui Costa necessita do auxílio de Jaques Wagner naquilo que ele sabe fazer de melhor: a articulação política

    Frase da vez

    “Se você se sente só, é porque ergueu muros em vez de pontes”

    William Shakespeare, poeta e dramaturgo inglês (1564-1616).

     

    Foto: Manu Dias/GOVBA
    Foto: Manu Dias / GOV BA

     

    Rui Costa perdeu o governo federal e governa num momento de crise, ao contrário de Jaques Wagner, que tinha Lula e Dilma num tempo bom.

    Disso resulta que o governador baiano ganhou um complicador: grande parte dos aliados na Bahia são adversários lá em Brasília. Mais ainda: se ele se revelou um bom gestor, melhor que o antecessor, no campo político é o inverso.

    Pelo conjunto, mais o gigantesco fiasco no desempenho da banda governista em Salvador, com a retumbante vitória de ACM Neto, agregado à maré antipetista que varre a política nacional, na Bahia particularmente coroada com a derrota em Vitória da Conquista domingo passado, mais que nunca gerou a necessidade do auxílio de Jaques Wagner naquilo que ele sabe fazer de melhor, a articulação política.

    É 2018 se descortinando para os petistas numa situação adversa que produz tais movimentos.

    Convém ressaltar que, apesar disso, há pedras no caminho. Se diz em Brasília que Dilma errou ao demorar para colocar Wagner na Casa Civil e, quando o fez, a vaca já tinha ido para o brejo.

    Rui está fazendo isso a tempo, mas como diz a senadora Lídice da Mata, para avaliarmos 2018 primeiro é preciso saber o que chegará lá de pé com as delações da Odebrecht, OAS e possivelmente de Eduardo Cunha.

    Em suma, o cenário de agora é desfavorável a Rui. Mas ninguém sabe o que haverá de ser em 2018, para o bem ou para o mal.