Wagner pede e Senado adia votação do Mover e da ‘taxa das blusinhas’

    O autor do pedido de adiamento foi o líder do governo no Senado, Jaques Wagner (PT-BA)

    Foto: Marcos Oliveira/Agência Senado

    O líder do governo no Senado, Jaques Wagner (PT-BA), solicitou o adiamento da votação do projeto de Mobilidade Verde e Inovação (Mover) e da ‘taxa das blusinhas’. O relator do projeto de lei que institui o programa Mover, Rodrigo Cunha (Podemos-AL), retirou da proposta a taxação de 20% de compras internacionais de até US$ 50, e o plenário do Senado adiou a votação da matéria para quarta-feira (5). A proposta já foi aprovada pela Câmara na semana passada.

    “O relator apresentou nova emenda, temos compromisso de veto de alguns itens que são parte do que o relator Rodrigo Cunha apresentou em seu parecer. Para mim tem muito ruído de comunicação e eu acho que para votar essa matéria aqui, agora tem muita confusão. Eu prefiro, a gente está recebendo o relatório agora, trabalhar até amanhã para construir um procedimento sobre a votação dessa matéria. Se votar hoje vai voltar para Câmara atrasando a decisão”,  disse Jaques Wagner (PT-BA).

    O líder do MDB, Eduardo Braga (AM), apoiou Wagner.”Vários líderes aqui discutindo fora do microfone, achamos que seria prudente adiarmos inclusive a questão da discussão em respeito ao relatório apresentado, que foi publicado quando o senador estava subindo à tribuna”, disse. “Muitas das emendas nós tomamos conhecimentos agora no plenário”, acrescentou Braga.

    O pedido de Jaques teve o apoio também do líder da oposição no Senado, Rogério Marinho (PL-RN). Ele afirmou que irá conversar com o relator e buscar uma convergência com o governo para a retirada de trechos que não tem relação com o projeto, os chamados “jabutis”.

    “Que nós pudéssemos suspender essa tramitação e reiniciá-la amanhã, porque todos nós vamos nos debruçar sobre o texto que o relator nos deu conhecimento agora, eu particularmente gostaria de conversar com o relator depois, para verificar se há algum tipo de convergência com o governo e termos um texto mais redondo e eventualmente retiradas as incongruências como o próprio relator já colocou aqui”, afirmou Marinho.