Wagner reage à polêmica com Nossa Senhora e critica oposição

    Senador condenou manifestações contra Nossa Senhora Aparecida e defendeu respeito às crenças individuais

    Foto: Rafael Nunes

    O senador Jaques Wagner (PT-BA) defendeu o respeito à diversidade religiosa e criticou o uso da fé como instrumento de divisão política durante um comício realizado nesta segunda-feira (28), em Sento Sé, no norte da Bahia.

    A declaração ocorreu em meio às recentes polêmicas envolvendo Nossa Senhora Aparecida, padroeira do Brasil, e manifestações nas redes sociais que geraram reações no meio político e religioso. Wagner afirmou que as convicções religiosas devem ser respeitadas independentemente das posições partidárias.

    “A política é uma coisa, a fé é outra. Eu posso estar no PT e ser judeu, Rui Costa ser católico e, do outro lado, ter um evangélico ou uma pessoa de matriz africana. Cada um tem sua fé, e a minha obrigação é respeitar a religião dos outros, assim como quero que respeitem a minha”, afirmou.

    O senador também condenou manifestações de intolerância religiosa e destacou que a convivência entre diferentes crenças é necessária em uma sociedade democrática.

    Para Wagner, a religião deve ser compreendida como uma dimensão pessoal e não utilizada como justificativa para conflitos políticos. Ao abordar o tema, ele citou ensinamentos cristãos relacionados ao amor ao próximo, ao respeito e à solidariedade.

    “O que Cristo pregou e o que a Bíblia prega é o amor ao próximo, o respeito, a solidariedade e estender a mão a quem precisa”, declarou.

    O senador ainda criticou a oposição ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e defendeu a união entre os brasileiros, independentemente da religião de cada pessoa.

    “A turma de oposição ao Lula não é de respeitar a religião de cada um de nós. Nós queremos os brasileiros unidos, cada um respeitando a fé do seu irmão”, concluiu Wagner.