Wagner se pronuncia sobre delação e fala de ‘inverdades’

    E-ministro ainda disse que está "absolutamente tranquilo porque não houve qualquer ato ilícito"; conforme executivo da Odebrecht valor de caixa dois foi superior a R$ 20 milhões

    Lei que garante privilégios a ex-governadores foi aprovada na gestão do petista Jaques Wagner (Foto: Valter Campanato/Agência Brasil)

    Dois dias após ter seu nome citado pelo ex-executivo de Relações Institucionais da Odebrecht Cláudio Melo Filho, em acordo de delação premiada, o coordenador do Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social da Bahia (Codes), Jaques Wagner (PT), se pronunciou sobre o tema. Em nota divulgada  à imprensa nesta segunda-feira (12), o ex-governador baiano disse que “trata-se de uma delação repleta de inverdades”.

    No texto, Wagner diz que “estranhou o conteúdo e a divulgação de uma delação que nem homologada foi pela autoridade competente, que é o Supremo Tribunal Federal (STF).” O ex-ministro também assegura que seu relacionamento com o executivo Claudio Mello  – ou com qualquer representante de outras empresas – sempre foi norteado na defesa dos interesses do estado da Bahia.

    Ele ainda diz estar “absolutamente tranquilo porque não houve qualquer ato ilícito” e que vai defender de forma intransigente o completo esclarecimento dos fatos.

    A delação – Conforme Melo Filho, a Odebrecht teria pago R$ 20, 5 milhões para as campanhas de 2006, 2010 e 2014 dos petistas Jaques Wagner e Rui Costa. No primeiro pleito, diz o delator, o ex-governador Jaques Wagner, que tinha o codinome de “Polo”, recebeu até R$ 3 milhões de “forma oficial e via Caixa 2”. Na disputa de 2010, quando concorria à reeleição, foram feitos, segundo ele, 10 pagamentos, que variavam de R$ 250 mil a até R$ 3 milhões. Somados, os repasses totalizam R$ 7,5 milhões.