Zema afirma que “Caso Master” nasceu no “governo do PT” na Bahia

    Candidato também mencionou a presença de políticos ligados ao PL e a outras legendas

    Foto: Fotografia MPF

    O candidato à Presidência da República Romeu Zema (Novo) defendeu uma investigação ampla sobre as relações políticas envolvendo o Banco Master e afirmou que eventuais responsáveis devem ser punidos independentemente de posicionamento ideológico.

    Em entrevista ao Metrópoles, Zema citou nomes ligados a diferentes grupos políticos que tiveram relações profissionais com o banco. Entre eles, mencionou o ex-ministro da Fazenda Guido Mantega, que integrou o governo Dilma Rousseff (PT), o ex-ministro do Supremo Tribunal Federal Ricardo Lewandowski e o senador Jaques Wagner (PT).

    “Nasceu dentro de governo PT no estado da Bahia e cresceu por todo o Brasil e foi muito bem aceito por políticos, tanto de direita quanto de esquerda”, afirmou.

    Na avaliação do candidato, as investigações não devem se limitar a um único campo político. “O que eu quero é que tudo seja investigado e que quem ganhou dinheiro desse bandido seja punido, independentemente de ser de direita ou de esquerda”, declarou.

    Zema também mencionou a presença de políticos ligados ao PL e a outras legendas entre as pessoas que, segundo ele, tiveram algum tipo de relação com o Banco Master. As citações fazem parte do argumento do candidato de que as apurações devem alcançar todos os envolvidos, sem distinção partidária.

    As declarações ocorrem em meio às investigações envolvendo o Banco Master e seu controlador, Daniel Vorcaro, que têm provocado repercussão no cenário político nacional.