Publicado em 05/07/2016 às 12h40.

Agente da Deam que negou atendimento a cantora será responsabilizada

Aiace Félix foi agredida por um taxista no domingo; homem está detido e responderá por tentativa de homicídio

Redação
Foto: Reprodução/ bahia.ba
Foto: Reprodução/ bahia.ba

 

A agente da Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (Deam) que negou atendimento a Aiace Félix, quando a cantora tentou registrar uma ocorrência de agressão, será responsabilizada pelo ato. A servidora alegou que ordem era de que somente casos amparados pela Lei Maria da Penha fossem registrados na unidade.

A delegada titular da Deam, Heleneci Nascimento, contesta a interpretação da funcionária. “A delegacia trabalha com violência doméstica. Mas qualquer mulher será atendida pela Deam. Existe uma portaria que diz que a unidade que tomar conhecimento (do crime) vai registrar. Queremos saber o motivo pelo qual essa mulher não foi atendida e (a pessoa) será responsabilizada”, afirmou ao Correio.

Em nota, a Polícia Civil também reforçou o posicionamento da delegada titular. A corporação destaca que, embora a delegacias tenham sido criadas para atender a casos de violência doméstica, “há uma recomendação aos profissionais das Deams, assim como de outras unidades territoriais, que façam o registro de ocorrências graves de violência urbana contra a mulher ou de qualquer outra natureza, se procuradas pelas vítimas”, diz o texto.

Aiace foi agredida por um taxista no bairro do Rio Vermelho, em Salvador, após sair de uma casa noturna, na madrugada deste domingo (3). Antônio Ricardo Rodrigues Luz, acusado da agressão foi detido na tarde desta segunda-feira (4) e levado para a 7ª Delegacia, no Rio Vermelho. Autuado por tentativa de homicídio, ele foi encaminhado ao sistema prisional na manhã desta terça (5), após passar por uma audiência de custódia, no Núcleo de Prisão em Flagrantes, no Iguatemi.

Diariamente, 37 mulheres denunciam que são vítimas de violência física na Bahia. Conforme as estatísticas da Secretaria da Segurança Pública (SSP-BA), em Salvador, o dado é de 23 denúncias por dias nas duas delegacias de Atendimento à Mulher (Deam).