Publicado em 26/11/2016 às 11h30.

Salvador sedia ato público contra a intolerância religiosa

Em 2016 já foram registrados 169 casos de violação de direitos, sendo 117 de racismo e 52 contra religiões afro-brasileiras

Redação
Foto: Amanda Oliveira/GOVBA
Foto: Amanda Oliveira/GOVBA

 

Na Bahia, em 2016 foram registrados 169 casos de violação de direitos, sendo 117 de racismo e 52 de intolerância religiosa, segundo informações do Centro de Referência de Combate ao Racismo e à Intolerância Religiosa Nelson Mandela. Com o propósito de chamar a atenção para o problema, será realizado um ato público, na manhã desta segunda-feira (28), no espaço onde está instalado busto de Mãe Gilda, que foi alvo de vandalismo no mês de maio, após dois anos de instalação no Parque do Abaeté .

Participam do ato contra a intolerância religiosa, lideranças do movimento negro e de mulheres, blocos afro, afoxés, povos de terreiro e demais representantes da sociedade civil e do poder público. A iniciativa é do terreiro Abassá de Ogum e do Conselho de Desenvolvimento da Comunidade Negra (CDCN), com o apoio da Rede de Combate ao Racismo e à Intolerância Religiosa, da Secretaria de Promoção da Igualdade Racial do Estado (Sepromi) e do Comitê Interreligioso da Bahia (Cirb).

A yalorixá Gildásia dos Santos, a Mãe Gilda, se tornou símbolo de resistência pela afirmação das religiões de matriz africana. O caso da liderança é um dos mais emblemáticos na luta contra o racismo e o ódio religioso no país. Após ter sua imagem maculada e o terreiro (Ilê Axé Abassá de Ogum, em Salvador) invadido e vandalizado por representantes de outra religião, a sacerdotisa teve agravamentos de problemas de saúde e faleceu em 21 de janeiro de 2000.

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