Samuel Jr. defende medida de Trump contra PCC e CV

    Deputado do PL criticou governos do PT e cobrou respostas para a segurança pública

    Luana Neiva / Bahia.ba

    O deputado estadual Samuel Júnior (PL) saiu em defesa da decisão do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de classificar o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV) como organizações terroristas.

    Em entrevista exclusiva ao Bahia.ba, o parlamentar afirmou que o avanço das facções criminosas já ultrapassou os limites da segurança pública e se tornou um problema estrutural em diversas regiões do país.

    Segundo o deputado, a presença do crime organizado pode ser percebida em diferentes municípios baianos. Samuel destacou que a realidade encontrada em muitas cidades demonstra o fortalecimento das facções.

    Na avaliação do parlamentar, medidas mais duras contra organizações criminosas são necessárias para enfrentar o cenário atual. Para ele, a população tem vivido uma inversão de papéis, em que cidadãos de bem se sentem reféns da violência.

    “Hoje, infelizmente, são os pais de família e as mães de família que estão vivendo presos e não mais os bandidos. Nós estamos entregues às facções”, declarou.

    Críticas à esquerda e ao governo Lula

    Durante a entrevista, Samuel Júnior também criticou setores da oposição à direita, especialmente partidos de esquerda, por questionarem a decisão adotada pelo governo norte-americano.

    O parlamentar afirmou que há uma resistência em reconhecer responsabilidades diante dos problemas enfrentados pelo país e citou áreas como segurança pública, saúde e economia.

    Para sustentar o argumento, ele relembrou críticas feitas ao ex-presidente Jair Bolsonaro em relação ao preço dos combustíveis e questionou a postura dos adversários políticos diante dos reajustes registrados atualmente.

    “Quando era o governo Bolsonaro, a culpa era dele. Hoje o combustível continua aumentando e eu pergunto: quem é o culpado?”, disparou.

    Segurança, regulação e saúde entram no debate

    Além da questão relacionada às facções criminosas, o deputado ampliou as críticas para outras áreas da administração pública.

    Samuel citou o aumento da criminalidade, os problemas enfrentados por pacientes que aguardam transferência pelo sistema de regulação e os desafios da saúde pública como exemplos de temas que, segundo ele, carecem de respostas mais efetivas por parte dos governos.

    O parlamentar também afirmou que parte da classe política evita assumir responsabilidades pelos problemas enfrentados pela população.

    “Eles sempre procuram um culpado. Nunca assumem a culpa e nunca procuram resolver os problemas que nós temos enfrentado diuturnamente”, afirmou.