Adolpho defende celeridade no VLT e projeta entrega em tempo recorde

    Secretário ressaltou o empenho da gestão estadual para tirar o modal do papel

    Foto: Reprodução/YouTube

    O secretário de Relações Institucionais da Bahia, Adolpho Loyola, rebateu as críticas sobre os atrasos e o aumento nos custos das obras do VLT de Salvador. O gestor argumentou que as renegociações foram conduzidas de forma eficiente para destravar o projeto após o impacto econômico global dos últimos anos.

    “Tanto o contrato do VLT quanto o da ponte ficaram defasados por conta da pandemia de Covid-19. Além disso, os preços subiram muito após esses período de dois anos. Foi preciso começar do zero”, explicou Loyola, durante participação no Politiquestion, podcast do bahia.ba, justificando a necessidade de novos orçamentos.

    Loyola ressaltou o empenho da gestão estadual em acelerar o cronograma para compensar o tempo em que o projeto esteve paralisado por questões contratuais. Ele também demonstrou confiança na logística adotada para a implantação do sistema de trilhos na capital baiana.

    “Fazer o VLT com essa velocidade e celeridade, nenhum estado do país faz. Colocar esses trens para andar nos dar muito orgulho e posso afirmar, sem dúvidas, que esse modal será entregue em tempo recorde”, completou o secretário.

    Um dos pontos destacados pelo secretário foi a estratégia de aquisição dos veículos, que envolveu a compra de trens pertencentes ao Governo de Mato Grosso. Segundo ele, essa negociação foi fundamental para antecipar o funcionamento do sistema em Salvador, contando com o acompanhamento de órgãos de controle.

    “Os nossos primeiros trens são zero km, comprados do Governo do Mato Grosso. Foi um trabalho de diálogo, que contou com a fiscalização do Tribunal de Contas. Se fôssemos encomendar veículos novos, teríamos que aguardar cerca de dois anos. Com essa negociação, os vagões já estão aqui em nosso estado”, celebrou.

    Prazos e reajustes

    Com contrato assinado, a obra do VLT sofreu sucessivas alterações de prazos de entrega, de traçado e principalmente de valores. Dos iniciais R$ 1,5 bi para a conclusão do VLT, o valor atual já passa de R$ 5,2 bilhões, um aumento de 246%.