Associação alerta para ‘prejuízo operacional por falta de agentes’ na Transalvador

    "Serviços de segurança viária e proteção da vida no trânsito estão prejudicados pelo contingente insuficiente", afirma Luiz Bahia, presidente da Associação dos Servidores em Trânsito do Município

    Fotos: Bruno Concha/Secom PMS

    O presidente da Associação dos Servidores em Transporte e Trânsito do Município (Astram), Luiz Bahia, criticou nesta quinta-feira (15) a “negativa da gestão municipal em convocar aprovados no concurso de 2019” para trabalhar na Superintendência de Trânsito do Salvador (Transalvador).

    “Os serviços de segurança viária e proteção da vida no trânsito da capital baiana estão prejudicados pelo contingente insuficiente nos quadros de agentes de trânsito. Temos mais de cem processos de aposentadoria em curso sem deferimento e mais de cento e vinte colegas que reúnem condições para suas aposentadorias nos próximos meses. Enquanto isso, mais de duzentos aprovados no concurso tiveram seus sonhos interrompidos porque a Transalvador e a Prefeitura não demonstraram sensibilidade com a cidade”, afirma Luiz Bahia.

    Procurada pelo bahia.ba, a Transalvador não respondeu até a publicação. Apesar da mobilização dos aprovados durante os anos seguintes ao concurso de 2019, a gestão, segundo a Astram, não apresentou planos para substituições das mais de 170 vagas nos órgãos.

    “Apesar da alegação da Prefeitura de que a LRF (Lei de Responsabilidade Fiscal) impedia a convocação dos aprovados, no último dia possível, fora feito o chamado para guardas-civis municipais que lograram êxito no mesmo certame. Ficaremos com um quadro funcional deficitário e isso impactará diretamente na mobilidade da cidade. Fluidez, combate à alcoolemia e proteção da vida foram negligenciados pela administração municipal. O trabalho vai ficar prejudicado com esse déficit de pessoal diante de tantas situações na cidade, principalmente com o aumento significativo de eventos festivos”, afirma Bahia.