Ao fazer alerta para crise climática, Bruno aponta gastos crescentes em zeladoria

    Prefeito lembrou que em 2022 investiu R$ 122 milhões em manutenção e defendeu que sem ‘consciência global’ para redução do efeito estufa, haverá mais desastres e gastos

    Foto: Jamile Amine / bahia.ba

    Durante entrega de geomanta no bairro de Nova Sussuarana, em Salvador, na manhã desta segunda-feira (4), o prefeito Bruno Reis (União Brasil) fez um alerta sobre os efeitos da crise climática e apontou os gastos crescentes dos cofres públicos em obras de manutenção por conta dos cada vez mais frequentes desastres ambientais.

    Segundo o gestor, durante sua administração, com o apoio da equipe da Defesa Civil de Salvador (Codesal), foi possível reduzir os efeitos das chuvas. Entretanto, Bruno aponta que sem uma conscientização ambiental a tarefa será cada vez mais complicada.

    “Nós enfrentamos esses 16, 18 meses, um ano e meio como prefeito, sem perder ninguém. E é a nossa meta, Sosthenes [Sosthenes Macêdo, diretor da Codesal] e equipe da Codesal, a gente trabalhar os quatro anos pra não perder mais ninguém nessa cidade por conta da chuva”, declarou o prefeito.

    “É fácil? Não é fácil. Vocês estão vendo, eu fui ano passado para a Conferência Mundial do Clima, a COP 26, em Glasgow, pra chamar a atenção dos líderes globais para os efeitos que os gases que geram o aquecimento estão causando no mundo. Todo ano está chovendo mais!”, alertou Bruno Reis, informando que, só em 2022, a prefeitura investiu R$ 122 milhões na manutenção da cidade.

    “Tem dias que a gente tem dificuldade de tapar o buraco, porque não para de chover. A gente tem várias vias que nós recapeamos e não estamos conseguindo pintar, porque a gente pinta geralmente na madrugada e nas madrugadas está chovendo”, relatou o gestor municipal, segundo o qual “cada ano está sendo pior”.

    “Ou vai haver uma consciência global para reduzir a emissão dos gases do efeito estufa, ou, infelizmente, nós vamos ter que conviver com mais desastres, com mais catástrofes, e cada vez mais investir em mais recursos em manutenção nas cidades”, pontuou Bruno, destacando que tais montantes poderiam ser melhor empregados em outros projetos necessários para o desenvolvimento da capital baiana.