Associação de consumidores constata irregularidades nos ferries

    Também foram identificados problemas no catamarã; Proteste solicitou providências à Agência Nacional de Transporte Aquaviários

    Foto: Divulgação/Agerba

    A Associação de Consumidores Proteste divulgou, nesta quarta-feira (26), o teste de qualidade dos serviços de transporte aquaviário em algumas cidades brasileiras. Em Salvador, foram constatadas, entre as irregularidades, ausência de coletes salva-vidas, assentos danificados e falta de orientações sobre o estacionamento de veículos e evacuações em caso de emergências.

    Conforme o teste, o ferry boat que faz o trajeto da Ilha de Itaparica até Salvador tinha poltronas rasgadas. Nas embarcações: F/B Rio Paraguaçu (ida) e Dorival Caymmi (volta), havia passageiros em pé e não foram instruídos a permanecerem sentados. Na Dorival Caymmi, só havia coletes salva-vidas em um dos pavimentos.

    Os tripulantes funcionários não instruíram os motoristas sobre as medidas de segurança para estacionar os veículos, o que expõe todos os pedestres a riscos. Na  F/B Rio Paraguaçu, não foi fácil para os passageiros acessarem o portão de desembarque, uma vez que vários carros estavam estacionados bem próximo a ele. Em casos de emergência, a evacuação seria dificultada devido aos desníveis ao longo da rota de fuga, às escadas estreitas e ao fato de as cadeiras serem muito próximas umas das outras.

    Catamarã – Nos catamarãs que fazem a rota entre Salvador e Morro de São Paulo, nas embarcações Morro de São Paulo (ida) e Biônica de Tinharé (volta), a  localização dos extintores de incêndio deixou a desejar. No Morro de São Paulo, um deles estava escondido atrás das bagagens. Como não há bagageiro no Biônica de Tinharé, as malas foram entulhadas na parte frontal da embarcação, o que pode causar acidentes em caso de desestabilização do catamarã.

    A embarcação Farol do Morro (ida)  partiu com mais de 15 minutos de atraso e, antes do início da viagem,  nenhuma instrução de segurança foi transmitida aos passageiros. A ausência de bagageiro fez com que as malas ficassem entulhadas sem cuidado algum.

    Por causa das irregularidades contatadas na Bahia e também nas avaliações feitas no Rio de Janeiro e no Rio Grande do Sul, a Proteste solicitou à superintendência da Agência Nacional de Transporte Aquaviários (Antaq) providências imediatas para garantir a segurança dos passageiros  a bordo.