Ato ecumênico no Pelourinho marca Dia Internacional do Orgulho LGBTQIAPN+

    Promovido pela Secretaria de Justiça e Direitos Humanos (SJDH, com o tema "Família, acolhimento e religião”, o evento aconteceu Casarão da Diversidade

    Um ato ecumênico marcou o Dia Internacional do Orgulho LGBTQIAPN+, celebrado nesta quarta-feira (28), no auditório do Casarão da Diversidade, localizado no Pelourinho, em Salvador.

    Promovido pelo Centro de Promoção e Defesa dos Direitos LGBT (CPDD LGBT-BA), vinculado Secretaria de Justiça e Direitos Humanos (SJDH), o evento contou com um debate que teve como tema “Família, acolhimento e religião”, além de uma homenagem às vítimas de homicídios por LGBTfobia.

    Com a participação de representantes de diversos segmentos religiosos, o debate abordou diversas reflexões acerca do olhar da religião para as questões voltadas à sexualidade e o papel social da família para o acolhimento de pessoas LGBTQIAPN+.

    A superintendente de Apoio e Defesa aos Direitos Humanos da SJDH, Trícia Calmon, ressaltou que a ação é uma oportunidade para a sociedade debater a relevância da família e da religião como espaços de acolhimento e apoio à diversidade. “Essa discussão é muito oportuna para inspirar e criar espaços para a produção de conhecimento e estimula o acolhimento. É muito importante ver lideranças religiosas irmanadas na construção do diálogo para uma sociedade mais respeitosa e acolhedora para os LGBTQIAPN+ e garantir os direitos humanos”, afirmou Calmon.

    O coordenador do CPDD-LGBT, Renildo Barbosa, destacou que a religião ocupa um lugar nas vidas das pessoas que deve ser utilizado para promover a diversidade, a tolerância e o respeito. “Entendemos que o momento é de acolhimento. O CPDD-LGBT realiza esse trabalho com o intuito de mostrar que o amor independe de religião. Esses espaços de discussões são importantes para promover o acolhimento e a diversidade”, ressaltou Barbosa.

    A mesa temática contou com a participação de Conceição Macedo (fundadora e presidente do Instituto Beneficente Conceição Macedo, entidade que gerencia o CPDD-LGBT), do Padre Alfredo Dorea (gestor da Instituição Beneficente Conceição Macedo), da Mameto Alana de Carvalho (representante do Candomblé Nação Angola), de José Medrado (representante do espiritismo), da Yalorixá Jaciara Ribeiro (representante do candomblé Nação Ketu), do frei Lorrane (representante do catolicismo), da preletora Marinalva Jandira (Seicho-No-Ie), do Pastor Paulo Brito (Batista- Evangélica), e do pai Rafael Moraes (Umbanda).

    Também participaram do ato, representantes da Defensoria Pública Do Estado da Bahia (DPE), da Ouvidoria-Geral do Estado e da Secretaria de Promoção da Igualdade Racial e dos Povos Originários (Sepromi).