Baiana de acarajé denuncia ação da Semop e GCM: ‘Agrediram meu filho’

    Vendedora contou que os profissionais "agiram de forma truculenta" e que levaram também o dinheiro dela; vídeo mostra a confusão

    Foto: reprodução redes sociais

    Uma baiana de acarajé denunciou a ação de abordagem realizada pela Secretaria Municipal de Ordem Pública (Semop) e a Guarda Civil Municipal (GCM). Em conversa com o bahia.ba, ela contou que os profissionais levaram os materiais, dinheiro e agrediram o filho dela. O caso aconteceu na última sexta-feira (10), na rua Professor Sabino Silva, próximo a região do Chame-Chame.

    “Eu estava trabalhando normalmente como todos os dias e eles [Semop e GCM] já chegaram tomando tudo, alegando que estava ilegal, sendo que nem pediram a documentação. Meu filho foi tentar apaziguar e a Guarda partiu para cima dele, agredindo e apontando arma. Todo mundo viu, fizemos os registros. Além disso, ainda levaram todo meu dinheiro. Me senti humilhada. O procedimento não deveria ter sido assim, eu só estava trabalhando”, contou Iris Assunção, que trabalha na região há quatro anos.

    Questionada sobre ter a licença, a baiana informou que ainda não tem, mas que já fez o pedido há dois meses e espera um retorno da prefeitura. “Eu entendo que eles levam quando não tem. Mas eu precisava trabalhar. De hoje que eu espero a resposta do meu pedido, e até agora nada. Como vou alimentar meus filhos sem trabalhar? E nada justifica eles agredirem meu filho, levarem meu dinheiro e agir como agiu. Era só ter educação, não precisava de nada disso”, desabafou.

    Posicionamento

    Procurada, a Guarda Municipal disse ao bahia.ba que age em conjunto com a Semop e vai apurar as denuncias de agressão para tomar as medidas cabíveis. “A Guarda Civil estava no local para garantir a segurança dos agentes e o bom funcionamento da ação. A GCM informa que irá apurar as imagens fornecidas e, caso seja encontrada alguma conduta irregular, o caso será apurado pela corregedoria, para adoção de medidas cabíveis”.

    Já a Semop informou que “realizava atividades de ordenamento de comércio informal na região da Barra, com apoio da Guarda Civil Municipal (GCM), quando solicitaram a saída de uma ambulante que atuava na Rua Sabino Silva, sem licenciamento e já reincidente, em uma área em obras de requalificação do espaço público”. O órgão alega que houve recusa e que, por isso, “foram apreendidos os equipamentos e acondicionado e lacrado o montante em dinheiro, cujo valor foi devidamente informado no local à proprietária”.

    A pasta informou ainda que orientou a baiana para retirar os pertences na sede do Setor de Guarda de Bens Apreendidos (Segub), na Avenida San Martin, onde permanecem no aguardo do resgate.

    O caso foi levado à 14ª Delegacia de Polícia.