Bruno admite descumprir regras ‘irrazoáveis’ do governo para vacinar crianças

    Prefeito diz que exigência de autorização escrita dos pais e espera de 20 minutos serão ignoradas, caso provoquem filas

    Foto: Rayllanna Lima / Bahia.Ba

    O prefeito Bruno Reis admitiu, nesta sexta-feira (14), que pode descumprir algumas exigências do governo federal, caso as medidas “irrazoáveis” atrapalhem o processo de vacinação das crianças de cinco a 11 anos, em Salvador.

    “Infelizmente, a gente lamenta as dificuldades que são colocadas nesses processos, que acabam dificultando a vida das pessoas e a logística da prefeitura. Imagine vocês, as crianças vão ter que levar autorização. Então, além do pai, da mãe, ou responsável legal estar presente, você tem que ter uma declaração escrita. E a criança tem que aguardar por 20 minutos após a aplicação da dose para ver se vai ter uma reação adversa e só em seguida ser liberada”, criticou o gestor municipal.

    Bruno afirmou que vai “abrir mão dessa exigência” se houver aglomeração ou grandes filas com a adoção das normas impostas pela União. “E aí, pode MInistério da Saúde, pode o que for adotar providências que acharem cabíveis, mas é irrazoável”, declarou o prefeito, que disse não ser especialista na área de saúde, mas avalia que é improvável a manifestação de reação adversa em crianças no período de 20 minutos. “Pode ter depois, e aí tem todo um sistema que já está disponível hoje para as pessoas que tiveram reações adversas de outras idades. E continua disponível, com uma estrutura agora até maior para atender, se caso for necessário, as crianças”, ponderou.

    O gestor municipal salientou que a decisão de vacinar o público infantil cabe aos pais e afirmou que o fato dos responsáveis levarem os filhos para vacinar, “já está por si só autodeclarado” a autorização. “Não havia necessidade de ter documentação, não havia necessidade de aguardar 20 minutos, mas tudo isso só traz mais embaraço, mais dificuldades para um processo”, concluiu.