Bruno descarta greve dos rodoviários e diz estar próximo de resolução com categoria

    "Esse final de semana estive focado para evitar a greve dos rodoviários e estamos bem próximos de fechar um acordo", disse o prefeito

    Foto: Betto Jr./ Secom

    O prefeito Bruno Reis (União Brasil) voltou a descartar uma greve dos rodoviários em Salvador caso não haja um acordo sobre o reajuste salarial da categoria. Para a imprensa, o chefe do Executivo Municipal pontuou que está próximo de chegar a uma resolução e destaca que o reajuste salarial dos profissionais estava previsto dentro da negociação tarifária. 

    “Esse final de semana estive focado para evitar a greve dos rodoviários e estamos bem próximos de fechar um acordo. Os principais pontos da pauta já foram vencidos. Ainda está em discussão o reajuste. Os trabalhadores justamente reivindicam o valor superior à inflação para ter um ganho real e os empresários, diante da crise que vive o transporte público, é de uma operação deficitária que tem dificuldade de ir além da inflação do período”, atesta Bruno na reunião de abertura do G20. 

    “Estou muito confiante. Irei tentar mediar mais uma conversa com o sindicato dos rodoviários e o sindicato patronal para que possa chegar na mesa do Tribunal Regional do Trabalho (TRT) e chegar a um acordo. Há uma divergência em relação ao percentual do reajuste. A classe se dispõe a dar um reajuste para dar um reajuste maior do que a inflação do período, que foi muito baixa 3,23%. Os trabalhadores reivindicam um percentual maior”, acrescenta. 

    Bruno Reis afirmou ainda que não há “condições” para a prefeitura entrar com subsídio para ajudar nos custos do setor e que o reajuste proposto “tem que encaixar o reajuste dentro da negociação tarifária”. 

    “Uma operação que hoje é deficitária que a prefeitura vem pagando a diferença da tarifa. A greve não é boa pra ninguém. Os próprios trabalhadores sabem que se essas empresas ficarem três dias sem rodar, isso compromete a receita e no final do mês tem folha de pagamento e as empresas vêm fazendo isso com dificuldade. Um dos dois consórcios estava sem recolher o FGTS, só foi recolher na semana passada depois que a prefeitura pagou parte do subsídio de 2024 na quinta-feira. A greve não é interessante para ninguém até mesmo para garantir o trabalho”, pontua. 

    “Nessa revisão já estava previsto o reajuste dos trabalhadores deste ano. Não há impacto na tarifa ou algo que venha penalizar a população. Estamos com o nosso limite orçamentário. Já foi feito um investimento expressivo para a nossa cidade. Tem que encaixar o reajuste dentro da negociação tarifária. Isso limita a margem do sindicato patronal de dar algo superior”, finaliza.