Bruno rechaça possibilidade de greve de ônibus e diz que empresas não podem pagar nem 13°

    Segundo o prefeito, setor de transporte enfrenta uma crise sem precedentes diante do alto custo do sistema

    Foto: Carolina Papa/bahia.ba

    O prefeito de Salvador, Bruno Reis (União Brasil), afirmou nesta sexta-feira (3) não acreditar na possibilidade de os rodoviários decretarem greve a partir da próxima semana. A paralisação pode ser anunciada na próxima segunda-feira (6), quando a categoria fará uma assembleia geral.

    “Não creio que isso exista [a greve]. Os rodoviários sabem das dificuldades que enfrentam as empresas. Elas estão sem dinheiro para pagar a parcela do 13º [salário] no dia 20 de novembro. Toda vez que eles fecham as garagens, agrava mais essa crise, porque diminui a receita de um sistema que já é deficitário”, disse Reis em conversa com jornalistas durante a abertura do Festival Liberatum 2023, no Centro de Convenções da capital.

    Segundo o prefeito, as empresas enfrentam uma crise sem precedentes diante do alto custo do sistema. “Eu tenho dito e repito: hoje, quando chega no final do mês, o que se apura de recursos frutos das passagens é insuficiente para pagar despesa com motorista, com cobrador, com combustível, com manutenção dos ônibus. Então a crise é grave. Eu chamo atenção dos rodoviários que querem garantir seus postos de trabalho que qualquer paralisação, fechamento, mesmo que temporário, piorou greve, só vai agravar a situação”, afirmou.

    Bruno Reis também culpa a falta de apoio do governo federal e diz que buscará apoio Legislativo para enfrentar o problema.

    “Nos últimos anos, tínhamos pandemia. Vínhamos pagando o desequilíbrio da pandemia dentro do que estabelece o contrato. Em 2023, não. Há um desequilíbrio grande, que nós estamos discutindo como reequilibrar o sistema e vai apreender de aprovação legislativa pra que a gente possa pagar o subsídio, ja que o governo federal não vai ajudar, após prefeitura vai que ter que assumir essa responsabilidade, mais uma, infelizmente, que os municípios brasileiros vêm assumindo com ausência de participação do governo federal”, disse o prefeito.