Bruno Reis diz que incêndio a ônibus afronta poderes públicos: ‘Em que estado nós estamos?’

    Prefeito ainda questionou se a falta de resposta do governo baiano sobre o caso deve-se a falta de um posicionamento "mais firme"

    Foto: Fredie Ribeiro/bahia.ba

    O prefeito Bruno Reis (União Brasil) considerou como uma “afronta” ao governo da Bahia a queima de um ônibus elétrico no bairro do Lobato, na região do Subúrbio Ferroviário, ordenada por uma facção criminosa. O chefe do Executivo municipal ainda cobrou um posicionamento ‘mais firme’ do Estado sobre a situação. 

    “Uma afronta ao Poder Público. O estado precisa reagir e dar respostas. É inadmissível tolerar e permitir que episódios como esses aconteçam. Já era para ter punido os responsáveis, já passou da hora. Não tem cabimento”, endossou o gestor nesta quarta-feira (12), em coletiva de imprensa. 

    O incêndio criminoso aconteceu na noite de terça (11), na comunidade conhecida como Boiadeiro, durante o desembarque de um passageiro, segundo relatou a Polícia Civil ao bahia.ba. De acordo com os agentes de segurança, os criminosos aproveitaram o momento para invadir o coletivo, retirar os demais passageiros e atear fogo no equipamento. 

    O chefe do Palácio Thomé de Souza ainda questionou a atuação do governo baiano, sob batuta de Jerônimo Rodrigues (PT), no que tange a segurança pública. Ao comentar sobre o assunto, Bruno relembrou que outros ônibus municipais também foram incendiados e, até o momento, a gestão estadual não apresentou nenhuma resposta sobre os casos. 

    “Porque houve algum tipo de operação, ou de prisão, ou seja lá o que for, incendiar equipamentos públicos? Em que estado nós estamos? Da falta de controle? De comando? De pulso firme? É isso? Essa, infelizmente, é a realidade. E talvez agora reaja, porque diversos ônibus do sistema municipal já foram incendiados e até hoje sem qualquer providência”, questionou Reis. 

    Devido ao incêndio, os ônibus elétricos tiveram a circulação suspensa no Subúrbio nesta quarta, conforme divulgou o Sindicato dos Rodoviários Metropolitanos (Sindmetro). O caso está sendo investigado pela 29ª Delegacia Territorial (DT/Plataforma).