Bruno sobre salário da enfermagem: Não dá pra ter o piso e ter as gratificações como base

    Citando casos de agentes comunitários, o prefeito afirmou que os ‘salários se tornam impagáveis’

    Foto: Cássio Santana / bahia.ba

    Em meio às discussões sobre a lei que estabelece o novo piso para a enfermagem no valor de R$ 4.750 , o que acabou sendo alvo de contestação no Supremo Tribunal Federal (STF), o prefeito Bruno Reis (União Brasil) afirmou que situação de Salvador está sob controle, mas ponderou que o aumento não deve incidir sobre gratificações, sob risco de tornar os salários “impagáveis”.

    “A gente aqui já paga, com as gratificações, um salário acima do piso. O que ganham os enfermeiros de Salvador de salário e de gratificações que são estendidas a todos coloca a gente como uma das melhores remunerações do Brasil”, afirmou o gestor municipal, nesta quinta-feira (8), durante entrega de intervenções no subúrbio.

    “Então, não há preocupação nossa quanto à questão do piso. O que tem que ter consciência é que não dá pra ter o piso e ter as gratificações com base no novo piso. Aí esses salários se tornam impagáveis”, defendeu o prefeito, citando como exemplo o que acontece atualmente com agentes de endemias e agentes comunitários de saúde na capital baiana.

    Apontando um impacto previdenciário de R$ 37 milhões anuais com a categoria hoje, Bruno Reis afirmou que se aplicar ao piso os 122,5% de gratificação já pagos o salário somaria R$ 6.681. O que, segundo ele, “não é o princípio da lei”.

    “Quando o Congresso aprova um piso, é pra garantir que esses profissionais tenham pelo menos essa remuneração. Então, esse debate também precisa ser travado pra permitir que as administrações públicas municipais possam remunerar os seus trabalhadores da saúde, que são muito importantes pro serviço que nós oferecemos”, pontuou.