Carnaval vai gerar 250 mil postos de trabalho na capital

    Demanda envolve de motoristas de trios aos operadores de som e iluminação; até mesmo os que atuam nas centrais de vendas de blocos às baianas de acarajé

    Foto: Bruno Concha/Secom

    Carnaval é sinônimo de diversão, mas também é um bom momento para faturar uma grana extra. E para quem anda em busca de ocupação, uma boa notícia: a Secretaria Municipal de Cultura e Turismo (Secult) calcula que 250 mil postos de trabalho diretos e indiretos serão gerados para a folia.

    Titular da Secult, Claudio Tinoco afirma que os preparativos que antecedem aos festejos carnavalescos já vêm impulsionando a movimentação financeira da capital.

    “É uma festa que se espalha por toda a cidade, não só nos circuitos principais, onde ficam evidentes os artistas com trios elétricos, mas nos palcos de bairros e espaços alternativos”, disse, acrescentando que o segmento do mercado publicitário é um dos que mais gera receita.

    A demanda envolve de motoristas de trios aos operadores de som e iluminação; dos responsáveis pela montagem e desmontagem dos camarotes e estruturas instalados nos circuitos até quem confecciona abadás e fantasias; até mesmo aos que atuam nas centrais de vendas de blocos às baianas de acarajé espalhadas em cada canto da avenida.

    De acordo com a Secretaria Municipal de Ordem Pública (Semop), 10 mil vendedores informais serão beneficiados no período, através da concessão de cerca de 2 mil licenças.

    “O Carnaval é fundamental para essa parcela da população. É o momento que propicia regularizar as pendências financeiras e pagamento das contas atrasadas. Dá para triplicar e até quadruplicar as vendas se for comparar com o dia a dia comum, principalmente para quem vende bebidas, churrasco na chapa, pipoca. É uma grande oportunidade de melhorar e muito a renda”, afirma o presidente da Associação Integrada de Vendedores Ambulantes e Feirantes de Salvador (Assidivam), Rosemário Lopes.

    Entre outros agentes geradores de emprego temporários para o Carnaval, a administração pública municipal também responde por uma fatia. Aproximadamente 10 mil pessoas, entre servidores, terceirizados e contratados via Regime Especial de Direito Administrativo (Reda) atuarão nos 22 órgãos que estarão envolvidos na organização da festa.

    As empresas e estabelecimentos como bares, restaurantes e hotéis localizados na chamada linha turística, entre Itapuã ao Pelourinho, também aumentaram o efetivo.