Caso Cabula completa três anos sem desfecho

    Processo contra nove policiais militares acusados de matar 12 pessoas está no STJ, que deve encaminhar ação para Justiça Federal

    Apresentação do relatório feito pela DHPP sobre caso Cabula/Foto: Mateus Pereira/GOVBA

    O caso Cabula completa, nesta terça-feira (6), três anos sem ainda ter um desfecho. Depois de a juíza Marivalda Almeida Moutinho ter absolvido de forma sumária nove policiais militares acusados de matar 12 pessoas entre a noite e a madrugada dos dias 5 e 6 de fevereiro de 2015, o Ministério Público da Bahia (MP-BA) pediu ao Superior Tribunal de Justiça (STJ) que o processo fosse federalizado.

    Na prática, se a Corte acatar, os PMs serão julgados pela Justiça Federal. O relator da ação no STJ, ministro Reynaldo Soares da Fonseca, votou a favor da federalização. Para ele, a Justiça estadual baiana não demostrou a “devida isenção para seguir no caso”.

    Além disso, o magistrado ressaltou que ficou constatado grave violação aos direitos humanos e possibilidade de responsabilização internacional por descumprimento de obrigações assumidas em tratados internacionais.

    O julgamento do STJ foi adiado no final do ano passado e ainda precisa da decisão dos outros ministros da Terceira Seção para ter um desfecho. Não há previsão para retomada.

    O promotor do MP-BA, Davi Gallo, que acompanhou o caso no início, reiterou ao bahia.ba a defesa da federalização e criticou que houve um “pré-julgamento” no caso Cabula.