O secretário estadual de Cultura, Bruno Monteiro, disse nesta sexta-feira (19) que os Centros Sociais Urbanos (CSUs) de Salvador serão espaços voltados sobretudo para a juventude, com a oferta de atividades educativas, esportivas, além de oficinas de dança, literatura e teatro.
Ele fez a afirmação durante evento no qual o governador Jerônimo Rodrigues (PT) autorizou a abertura de licitação para a revitalização desses equipamentos.
“Nós já consideramos, desde a [lei] Paulo Gustavo Bahia, os CSUs, assim como as escolas públicas, equipamentos culturais que contam, pontuam melhor para a realização de projetos. Nós queremos realmente que aqui sejam realizadas oficinas, que a juventude, por meio da dança, da literatura, do teatro, conheça essas possibilidades, se integrem, e isso vire um caminho para suas vidas de fato. É um ciclo completo que a gente consegue trabalhar, com a atuação de projetos em equipamentos como esse dentro das comunidades. É uma vitória para o estado como um todo, especialmente para a cultura”, declarou Monteiro.
Segundo o secretário, o investimento será de R$ 40 milhões e inclui a revitalização de sete CSUs da capital.
Monteiro afirma que, para além da reforma estrutural, a recuperação dos equipamentos representará uma política de integração até mesmo com a questão da segurança pública.
“Quando a gente fala de segurança pública, muitas pessoas pensam só na presença da polícia. A segurança pública é um trabalho. É isso que a gente faz no Bahia Pela Paz. É um trabalho integrado, que engloba diversos serviços, diversas ações para a promoção de direitos, criação de empregos e perspectivas para a vida. A cultura está no centro disso tudo.”
“É uma forma de inclusão, especialmente quando a gente fala da juventude, cada vez mais participando de forma ativa de projetos culturais. E é um caminho econômico, de emprego, de renda, portanto é um caminho de oportunidade. Tudo isso a gente consegue reunir em um espaço como esse. Nós estamos falando da assistência, do esporte, da educação, da cultura, de toda a parte de promoção de direitos. Da parte de emprego, trabalho, tudo isso encontra nesse espaço um lugar para que o Estado consiga de fato atender de forma mais próxima às comunidades”, acrescenta o secretário.

