Colaboradores do Natal Luz Salvador passam por capacitação de combate ao racismo e à LGBTfobia

    Objetivo da formação foi preparar os profissionais para reconhecer, prevenir e combater atitudes discriminatórias

    Foto: Jefferson Peixoto/Secom PMS

    Os 100 colaboradores que atuarão no Natal Luz Salvador 2024 participaram, nesta quinta-feira (5), de uma capacitação voltada à identificação e prevenção de práticas discriminatórias de raça e gênero. A iniciativa foi promovida pela Secretaria Municipal da Reparação (Semur) em parceria com a Diretoria de Iluminação Pública (Dsip), vinculada à Secretaria Municipal de Ordem Pública (Semop), no Casarão 17, localizado no Terreiro de Jesus, Pelourinho.

    O objetivo da formação foi preparar os profissionais para reconhecer, prevenir e combater atitudes discriminatórias, garantindo um atendimento humanizado, inclusivo e respeitoso para moradores e turistas que participarão das celebrações natalinas no Centro Histórico. Além de seu foco no evento, a ação buscou compartilhar conhecimentos essenciais para a construção de uma sociedade mais igualitária.

    “A capacitação oferece aos colaboradores ferramentas para identificar comportamentos discriminatórios e promove reflexões sobre desigualdades raciais e de gênero. Isso é fundamental durante o Natal Luz, que reflete a identidade da cidade mais negra fora da África”, afirmou Ângelo Magalhães, diretor da Dsip.

    Ivete Sacramento, secretária municipal da Reparação, destacou que a iniciativa visa prevenir atos de racismo, LGBTfobia e outros tipos de discriminação. “A Dsip convidou a Semur para fazer um trabalho preventivo para que esse Natal seja de amor, paz, cordialidade e de irmandade como o próprio espírito do Natal o é. Queremos evitar que os colaboradores da Prefeitura cometam algum ato de racismo, de LGBTfobia ou qualquer tipo de discriminação”, declarou.

    A capacitação contou com a participação de Evilásio Bouças, presidente do Conselho Municipal das Comunidades Negras (CMCN) e Papai Noel do Natal Luz Salvador. Ele ressaltou a relevância do treinamento em uma cidade onde 83% da população se autodeclara preta ou parda. “

    Para ele, atuar como Papai Noel tem uma representatividade muito significativa. “É uma representação que reforça a nossa cultura de antirracismo e a ocupação de espaços de poder e de decisão com a cara e a condição de homens e mulheres negras que construíram essa cidade”.