Com altas de casos de dengue, Ana Paula fala de estratégias contra a doença em Salvador

    Registros da enfermidade crescem 168% em toda a Bahia no primeiro semestre e capital baiana está em nível de alerta

    Foto: Jorge Jesus/bahia.ba

    A secretária municipal de Saúde de Salvador (SMS), a vice-prefeita Ana Paula Matos (PDT), revelou ao bahia.ba como a sua gestão à frente da pasta está se preparando para o período de calor na capital baiana, quando costumeiramente aumentam os casos de doenças provocadas pelo mosquito aedes aegypti, vetor de vírus causadores da dengue, zika e chikungunya.

    De acordo com dados da Secretaria da Saúde do Estado da Bahia (Sesab), o estado registrou, no primeiro semestre de 2023, um aumento de 168% nas formas graves da dengue em comparação ao ano passado. Foram 670 casos em 2023 contra 250 no mesmo período de 2022. Por outro lado, o número de mortes por dengue grave no primeiro semestre caiu de 20 no ano passado para nove neste ano, redução de 55%.

    Além disso, foram registrados, até 1º de julho deste ano, nove óbitos em todo o estado por conta da dengue, todas no interior da Bahia.

    “No início do ano, os rumores começaram a vir de outras cidades de outros estados. Salvador está no nível de alerta, não está no nível mais grave, mas tem nas cidades vizinhas que estão e a gente tem feito algumas ações, desde nossa política de agentes de combates às endemias indo de porta em porta, até ações de abrir imóveis abandonados com a Guarda Municipal, com a Sedur [Secretaria Municipal de Desenvolvimento e Urbanismo], pra poder colocar o inseticida”, contou a titular da Saúde.

    Segundo ela, a SMS estava aguardando um produto que estava em falta do Governo Federal para o “fumacê”, mas que isso já foi solucionado e esse método de combate ao mosquito vetor da dengue, da zika e da chikungunya já voltou a ser empregado nos bairros soteropolitanos. “Até então a gente estava identificando, ou por rumores, ou por algum caso no hospital, e fazer um raio na vizinhança e estava indo lá ma vizinhança [desses locais] e fazendo remoção mecânica ou colocação desses produtos”.

    “Agora com a vinda do produto inseticida em larga quantidade, a gente está com uma parceria com o estado, eles emprestaram alguns cargos também, para fazer o dever pesado, e a gente está com o ‘fumacê’, acho que isso vai nos dar uma tranquilidade maior”, finaliza a vice-prefeita.