Publicado em 10/01/2020 às 21h00.

Correios não recebem propostas e tentam 3º edital para vender antiga sede

O 1º e o 2º editais foram publicados com valor mínimo de R$ 248 milhões; preço foi reduzido para R$ 211 mi no terceiro edital

Rayllanna Lima
Foto: Divulgação/ Correios
Foto: Divulgação/ Correios

 

Os Correios lançaram esta semana mais um edital de licitação para a venda da estrutura de sua antiga sede, situada no bairro da Pituba. Essa é a terceira vez que a estatal tenta comercializar a estrutura. Mesmo estando em uma das zonas mais cobiçadas do mercado imobiliário da cidade, até o momento nenhuma empresa demonstrou interesse.

O primeiro edital foi publicado no dia 9 de janeiro de 2019, com valor mínimo fixado em R$ 248 milhões. O segundo foi lançado em março do mesmo ano, com o mesmo valor. O lance mínimo neste último edital, contudo, foi reduzido, conforme informou a empresa, por meio de sua assessoria de imprensa. “A licitação para venda se dará por maior oferta de preço e o valor mínimo é de R$ 211,5 milhões”.

Além da alteração no preço, houve mudanças nas regras. Agora, os interessados não precisarão mais recolher uma caução para participar da licitação: basta apresentar a proposta para o imóvel pretendido, em envelope fechado. As propostas serão aceitas até as 10h do dia 16 de abril.

Entenda – Embargada por falta de manutenção e fechando salas gradualmente, a agência da Pituba fechou as portas oficialmente em novembro de 2018, após a sede ter sido transferida para outra unidade na Via Parafuso, na rodovia BA 535, em Camaçari.  Mas, desde outubro do ano passado, a sede na Bahia passou a ser no bairro de Caminho das árvores.

Na época do fechamento da antiga sede, garantiu a empresa, todos os funcionários foram transferidos para outras unidades de atendimento na capital. O prédio foi inaugurado em 1983 em um cobiçado terreno de 35 mil m² na Avenida Paulo VI da Pituba, bairro considerado de classe média alta. Com estrutura de 44 mil m² de área construída, possui 17 andares e foi posto à venda para reduzir custos. A estrutura mantinha expostas esculturas do artista Mário Cravo Júnior em chapa de metal, que foram doadas ao governo do Estado.

“Estrategicamente localizado e com potencial para utilização residencial ou comercial, este é o último grande espaço de uma região que hoje é densamente habitada e está entre as mais valorizadas da cidade. No último ano, os Correios conseguiram desocupar todo o edifício de 17 andares e 44 mil metros quadrados de área construída, com realocação das suas unidades administrativa e operacional. Agora, tanto o terreno quanto a estrutura poderão ser imediatamente utilizados pelos novos proprietários”, divulga os Correios, em nota informando sobre o novo edital.