Drauzio diz esperar que o presidente ‘dê prioridade absoluta ao SUS’

    Drauzio Varella cobra prioridade ao SUS do próximo presidente e descarta assumir o Ministério da Saúde

    Foto: Marcos Flávio / bahia.ba

    O médico Drauzio Varella defendeu que o próximo presidente da República coloque o Sistema Único de Saúde (SUS) entre as prioridades do governo. A declaração foi feita nesta quinta-feira (15), durante a inauguração da Faculdade Santa Dulce, em Salvador. Questionado pelo bahia.ba sobre a possibilidade de recebeu um convite para o cargo de ministro da Saúde, o médico afirmou que não pretende assumir a função.

    Drauzio disse que o sistema público tem papel fundamental no atendimento à população brasileira, especialmente diante das desigualdades sociais e das dimensões do país e que precisa ser prioridade do presidente. “Só espero que o próximo governo dê prioridade absoluta ao sistema único de saúde’, afirmou. 

    Quanto a assumir o Ministério da Saúde, ele negou e justificou a decisão dizendo que não possui formação específica para exercer o posto. “Não, de jeito nenhum. De jeito nenhum. Eu não tenho formação para isso”, afirmou.

    Drauzio destaca papel do SUS no Brasil

    Ao comentar a importância da rede pública, Drauzio classificou o SUS como uma transformação histórica para a medicina brasileira e cobrou respeito ao sistema por parte dos futuros governantes. “O SUS foi a maior revolução na história da medicina brasileira […] Que [o governante] leve a sério, que não trate o SUS com desrespeito, porque é o maior programa de saúde e o maior programa de distribuição de renda no Brasil”, declarou.

    O médico também afirmou que, sem o sistema, o país voltaria à “barbárie”. Drauzio destacou a dimensão do SUS, que atende milhões de brasileiros em um país com 214,2 milhões de habitantes. Segundo ele, a existência de um sistema público com esse alcance representa um avanço importante, sobretudo para quem enfrenta dificuldades para pagar por serviços privados de saúde.

    “Nós temos um sistema único de saúde no Brasil. Isso não é pouco. É o único país com mais de 100 milhões de habitantes que tem um sistema único. E nós não temos só 100 milhões, nós temos 200 e, sei lá, 213 milhões de pessoas num país desigual, continental, enorme. E nós fizemos muito”, declarou.