‘É pouco espaço pra quantidade restrita de licenças’, diz Bruno sobre crise com ambulantes

    O prefeito minimizou problema com cadastro online ao apontar que hoje ‘praticamente todo mundo tem celular’ e disse que dará suporte a quem tiver dificuldade

    Foto: Cássio Santana / bahia.ba

    Em meio às críticas a respeito do cadastramento de ambulantes interessados em trabalhar no Carnaval, o prefeito Bruno Reis (UB) minimizou a crise em torno da inscrição online e apontou o “pouco espaço” nas ruas como sendo o maior problema enfrentado. A declaração ocorreu nesta sexta-feira (3), em resposta ao bahia.ba, durante entrega de novos ônibus climatizados.

    Ao defender a manutenção das inscrições por meio eletrônico, o gestor municipal argumentou que o sistema já era usado em anos anteriores e afirmou que após a pandemia “as pessoas tiveram que aprender a conviver com smartphone, com computador, com as mais diversas formas de acesso à internet”.

    Citando os pagamentos via PIX e prova de vida como serviços amplamente difundidos, ele admitiu que há ainda pessoas que enfrentam dificuldades, mas que elas hoje “são exceção” e não regra, e que a prefeitura saberá “tratar” destes casos.

    “Em 2020 já era assim, e 2019, 2018… E nós sabemos que em 2021 e 2022 as pessoas tiveram hoje praticamente todo mundo tem um celular, se não tem, um vizinho tem, um amigo tem, um familiar tem, pode buscar o auxílio de alguém. E aqueles que tiverem dificuldade de procurar a prefeitura nós vamos dar o suporte”, prometeu Bruno Reis, segundo o qual “esse não é o maior problema”.

    Segundo o prefeito de Salvador, o principal obstáculo enfrentado pela gestão municipal “é pouco espaço pra quantidade restrita de licenças, diante da demanda que há de uma crise social que se agravou com a pandemia”.

    Contabilizando 317 famílias com renda mensal de R$100 a R$ 200, ele afirmou que “é natural” que a população queira trabalhar no período das festas de rua, mas pontuou que a prefeitura tem apenas 4 mil licenças para oferecer.

    “Em 2020 teve uma ampliação já e nós vamos manter essa ampliação, mesmo tendo resistência de todos os que organizam o carnaval, da Polícia Militar, do bombeiro, dos blocos, dos camarotes, dos foliões que querem ter mais espaço para ver a festa”, concluiu.