Ecad diz que não tem negociação atual com prefeitura de Salvador

    "Nosso trabalho é garantir que os artistas sejam reconhecidos e remunerados de forma digna", diz nota

    Foto: Reprodução/Facebook

    O Ecad respondeu, em nota, a declaração do prefeito ACM Neto (DEM) de que negociou com a entidade o pagamento de débitos de direitos autorais.

    “Esclarecemos que, no momento, não existe nenhum tipo de negociação em andamento entre o Ecad e a prefeitura de Salvador para o pagamento de direitos autorais que estão em débito. A proposta que estava sendo tratada entre o Ecad e a prefeitura de Salvador previa condições especiais de pagamento para garantir o respeito aos profissionais que vivem da música, mas a administração municipal, até o momento, não realizou o pagamento devido”, afirma o comunicado.

    Entre os meses de fevereiro e junho, representantes do Ecad se reuniram com o secretário de Cultura de Salvador, Claudio Tinoco, para negociar os valores referentes à dívida. “Os termos de pagamento foram entregues à Secretaria de Cultura no mês de junho e a prefeitura se comprometeu a enviar, até o fim do mesmo mês, toda a documentação necessária, mas os documentos ainda não foram apresentados ao Ecad e a prefeitura não nos procurou desde então”, diz o Ecad.

    Em relação à carta enviada para a Unesco questionando o título de “Cidade da Música”, a entidade defende que a medida não é desnecessária ou inusitada. “Na verdade, consideramos ‘inusitada’ a utilização desta designação sem que a prefeitura respeite, de fato, o trabalho de quem cria a música. Nosso trabalho é garantir que os artistas sejam reconhecidos e remunerados de forma digna. Estamos sempre abertos para conversas e à disposição da prefeitura de Salvador para solucionar esta questão”, conclui.

    A declaração de Neto foi durante a cerimônia de início das obras do Centro de Convenções municipal. “O Ecad entrou com pedido na Unesco para retirar o título. Primeiro, lamento que o Ecad tenha esse tipo de postura. Segundo, que abrimos conversa alguns meses com Ecad através do secretário Claudio Tinoco. Agora o Ecad quer algo irrazoável. Nós fizemos proposta concreta que é justa, correta, que é o direito que eles têm, mas eles querem ir além disso. Não tem jeito, não quero brigar com artista de jeito nenhum, mas fui eleito para cuidar das contas públicas, para zelar pelo dinheiro da cidade. Não vou aceitar, por mais apelo popular que A, B, C ou D, tenha, não vou aceitar que ninguém queria prejudicar a cidade de Salvador. Dentro do que for razoável, a gente faz, fora disso esqueça”, disse.