Escola de tempo integral vai ajudar crianças no rendimento acadêmico e desenvolvimento social

    Psicopedagoga e orientadora educacional, Solange Argollo, destaca que modalidade irá proporcionar as crianças "uma rotina melhor organizada"

    Foto: Agência Brasília

    O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) sancionou, na segunda-feira (31), o Programa de Educação em Tempo Integral (PEI), no Brasil. A medida, com foco na educação básica, chega ao país com a proposta de ofertar “educação de qualidade para todos e todas”. A psicopedagoga e orientadora educacional do Colégio Vitória-Régia, em Salvador, Solange Argollo, ressalta que a implementação da modalidade escolar irá auxiliar crianças no desenvolvimento social, além de proporcionar melhorias no rendimento acadêmico.

    Em entrevista ao bahia.ba, Solange Argollo, pontua que crianças que passarem a frequentar escolas de tempo integral terão “melhor aproveitamento do seu tempo com uma rotina melhor organizada”. Para a profissional, a modalidade ajudará ainda os pais nas dinâmicas com os filhos. 

    “O desenvolvimento da criança tem que ser visto de uma forma integral, global. Os pais vão ter uma maior tranquilidade porque essas crianças vão estar sendo cuidadas por uma equipe capacitada. As crianças terão melhor aproveitamento do seu tempo, com uma rotina melhor organizada e com momentos de lazer. Elas vão estar socializando, desenvolvendo habilidades emocionais, tudo isso com uma equipe supervisionando, fazendo as intervenções necessárias. A criatividade e autonomia dessas crianças também serão trabalhadas”, pontua.

    De acordo com a orientadora educacional, crianças com formação integral possuem “rotinas de estudo mais estruturadas”. Segundo a psicopedagoga, caso o programa fosse lançado anteriormente, poderia ser notado um “rendimento acadêmico muito melhor do que a gente tem hoje”, tanto para crianças como adolescentes e adultos. 

    “[A criança] chega na adolescência com muitas habilidades consolidadas. Isso começa a ser estudado desde a infância. Os jovens chegam muito mais preparados para o mundo acadêmico e para o mercado de trabalho. Eles chegam muito mais capacitados para prestar vestibular, fazer o Exame Nacional de Ensino Médico (Enem)”, disse Argollo. 

    Em um ranking produzido e divulgado pelo International Institute for Management Development (IMD), em 2022, o Brasil ocupou a última posição (63º) em educação. Com o novo programa voltado para a educação, o Ministério da Educação (MEC) terá R$ 4 bilhões para destacar que estados, municípios e o Distrito Federal aumentem a oferta de escolas de tempo integral. A expectativa do governo é que o programa alcance em 2024 1 milhão de matrículas e 3,2 milhões até 2026.

    “É importante que as crianças, desde a infância, desenvolvam essa rotina de estudo estruturada para poder estar revisando, fazendo as atividades, possuindo não só uma rotina de estudos, mas de lazer também, de período de socialização, de supervisão de acordo com as suas limitações. As crianças que não possuem essa oferta vão ter essa perda”, completou a profissional.