Exonerações em colégio na Pituba são alvos de protestos; governo rebate críticas

    Estudantes querem que escolha do diretor seja democrática; SEC diz que não há irregularidade

    Foto: reprodução/Google Street View

    As exonerações que ocorreram no Colégio Estadual Raphael Serravalle (CERS), na Pituba, em Salvador, nos últimos tempos viraram alvos de protestos e críticas por parte dos estudantes da instituição. Nas redes sociais, os alunos questionam a mais recente: a retirada do diretor Evandro Livramento, menos de 20 meses após a última exoneração.

    A Associação de Grêmios e Estudantes de Salvador (AGES) e o Grêmio Estudantil do CERS, utilizam as redes sociais para mobilizar colegas e professores também contra a nomeação de gestores que não fazem parte da comunidade escolar. Eles alegam que as indicações não podem ser políticas e que os estudantes têm o direito de escolher o diretor de forma democrática.

    Na terça-feira (06), um protesto foi realizado em frente à instituição contra a demissão do gestor. Na ocasião, o Sindicato dos Trabalhadores em Educação Estado da Bahia (APLB) criticou a decisão do governo estadual de nomear uma pessoa que não foi aprovada por quem frequenta o colégio. Esta foi a quarta manifestação contra as indicações.

    Em nota enviada ao bahia.ba, a Secretaria da Educação do Estado (SEC) rebateu as acusações de motivação política e afirmou que “a exoneração e a nomeação da equipe gestora foram feitas em conformidade com as prerrogativas legais da Secretaria”.

    Ainda segundo a pasta, a unidade escolar passará por requalificação na infraestrutura física e terá novas ofertas de ensino.