O presidente da Fundação Gregório de Mattos (FGM), Fernando Guerreiro, disse ao bahia.ba nesta sexta-feira (8), durante a entrega do roteiro de arte, no Comércio, o que ele espera para o futuro na entindade e as perspectivas de cultura em tempos de Covid-19 em Salvador. Segundo Guerreiro, inicialmente, a prioridade é “fechar” o ano de 2020, que ainda constam projetos pendentes de serem realizados.
“Primeiro, tenho que encerrar o ano de 2020, que parece que é um ano que não quer acabar. Eu tenho um monte de coisa ainda para finalizar, como a Lei Aldir Blanc, que tem alguns projetos que já começam a ser executados. E essa é uma boa notícia: a gente vai ter quatro meses de atividades intensas online, tem muita coisa que vai acontecer como resultado da lei, muito projetos, mais de 150 que estarão rodando na cidade, só da prefeitura. Com os do Estado, vamos chegar a 400. Isso é muito bom. E assim, se alguém me perguntar qual é o meu grande projeto nessa segunda gestão? Casar cada vez mais cultura e desenvolvimento”, afirmou.
Guerreiro explicou que, como economista, pretende mostrar aos artistas que é possível unir cultura e desenvolvimento, aliando à criação de mão de obra nos projetos da FGM na cidade.
“Isso é, na verdade, trazer os artistas e mostrar que cultura tem tudo a ver com PIB, tudo a ver com desenvolvimento, que é uma coisa que muitas vezes as pessoas não conseguem fazer esse casamento. E profissionalizar cada vez mais as relações artísticas. Uma coisa não exclui a outra. A gente precisa trabalhar com a parte legal, com documentação, captação de recurso…é serviço público, e também orientar os artistas para que eles entrem no mercado”, disse Guerreiro.
“Ou seja, fazer com que a cultura e as artes comecem a gerar recurso, comecem a fazer rodar a economia, que já fazem, mas informal. Ninguém faz uma conta de Carnaval, o quanto o Carnaval gera de emprego e recurso. Precisamos desmontar essa ideia muito ainda arraigada de que arte é uma coisa de bel-prazer. Existe uma afirmação que as pessoas fazem de Salvador que é completamente equivocada, de que o ano começa em março. Não. Aqui o ano acaba em março. O ano todo se gera emprego e cada vez mais dados à área cultural, que é uma a área pobre de dados. Temos o observartório da UFBA, que Carlos Paiva está fazendo um trabalho exepcional, que é começar a mensurar a cultura e trazer para esse territóiro da economia também. Como eu sou economista também, casa uma coisa com a outra”, completou.
Boca de Brasa
O presidente da FGM destacando ainda que os espaços Boca de Brasa da prefeitura, que atualmente contam com quatro unidades, servirão como um centro de formação de mão de obra nessa nova gestão.
“Eu vou trabalhar os Boca de Brasa em centro de formação de mão de obra, que é um projeto que deu muito certo. Hoje são quatro e a gente quer fazer até dez. Queremos terminar a gestão com dez. Já vai vir a Guerreira Zeferina, provavelmente. Por exemplo, se você faz um curso de iluminação no Boca de Brasa, a gente pega os melhores alunos e já coloca nos eventos da prefeitura, já vai fazendo um casamento para eles entrarem no mercado”, finalizou Guerreiro.

