Fim de semana foi recorde em denúncias de poluição sonora

    Semop registrou 2.064 denúncias, a maioria delas oriundas de residências (710), veículos particulares (688) e áreas públicas (250)

    A Secretaria Municipal de Ordem Pública (Semop) recebeu, no final de semana, número recorde de denúncias de poluição sonora em Salvador desde o início da pandemia, em março. Foram 2.064 denúncias, em comparação a 879 registradas na semana anterior. As fontes da poluição foram residências (710), veículos particulares (688) e áreas públicas (250).

    Os dez bairros mais denunciados entre sexta-feira (24) e domingo (26) foram Fazenda Grande do Retiro, Pernambués, Paripe, Uruguai, São Marcos, Itapuã, Plataforma, Liberdade, Engenho Velho de Brotas e São Caetano.

    “Esse aumento de denúncias nos preocupa. Algumas pessoas estão achando que está tudo liberado, e não está. Se as pessoas continuam desrespeitando o isolamento social e fazendo festa, aglomerações, o número de casos de infectados pelo coronavírus aumenta, como aumenta a ocupação dos leitos de UTI, e será preciso fechar tudo novamente, e ninguém quer isso”, comentou Márcia Cardim, subcoordenadora de Combate à Poluição Sonora da Semop.

    Desde 1º de março, a Coordenadoria de Fiscalização e Combate à Poluição Sonora recebeu 36.495 denúncias. A maioria delas tem como objeto som alto em residências (13.405), em veículos particulares (9.610), em áreas públicas (4.436), oriundo de outras fontes (2.313), de carros de som (1.722) e de bar, restaurante ou boate (1.363). As residências deixaram de ser a terceira maior fonte de poluição sonora mais denunciada, como em 2019, para ser a primeira, em 2020, devido à pandemia.

    A multa para quem pratica poluição sonora varia entre R$ 1.068 e R$ 168 mil, de acordo com a quantidade de decibéis excedentes. O excesso de volume previsto na legislação também configura crime, conforme artigo 54 da Lei nº 9.605/1998, e prevê pena de um a quatro anos de reclusão e multa.