Publicado em 05/08/2026 às 20h56.

Angela Fraga destaca diversidade da Flipelô 2026: ‘Tem para todo gosto’

Presidente da Fundação Casa de Jorge Amado também celebrou a consolidação do festival ao longo de uma década

Otávio Queiroz / Marcos Flávio Nascimento
Foto: Luiza Gonçalves

 

A diversidade de públicos é um dos principais destaques da 10ª edição da Festa Literária Internacional do Pelourinho (Flipelô), que começou na noite desta quarta-feira (5), no Centro Histórico de Salvador.

Em entrevista ao bahia.ba, a diretora da Fundação Casa de Jorge Amado, Angela Fraga, afirmou que o festival chega à sua décima edição com uma programação mais ampla, distribuída por novos espaços no Pelourinho e voltada a leitores de todas as idades.

“A gente sempre tem crescido. São dez anos de evento e o que a gente vê é que a programação está mais vasta, ocupando mais espaços”, destacou Angela Fraga.

“Tem para todo gosto. Eu acho que uma característica bem específica da Flipelô é essa diversidade de públicos, porque a gente tem o público jovem na Vila Literária, com autores independentes e editoras baianas, e também o espaço infantil Mavel Veloz, com muita programação para as crianças”.

A edição de 2026 da Flipelô presta homenagem à poeta, jornalista e gestora cultural baiana Myriam Fraga (1937-2016), idealizadora da feira literária e presidente da Fundação Casa de Jorge Amado por três décadas. Ao longo da programação, o festival reúne debates, lançamentos de livros, apresentações musicais e atividades culturais gratuitas em diferentes espaços do Centro Histórico de Salvador.

Homenagem à idealizadora da Flipelô

Angela Fraga destacou a importância de resgatar e preservar o legado de Myriam Fraga para as novas gerações. Instituidora da fundação ao lado de Jorge Amado e Zélia Gattai, a poeta atuou por 30 anos para transformar o espaço em um polo difusor da arte baiana.

Como marco da homenagem, a programação infantil da feira contará com o lançamento exclusivo e inédito de um livro de poemas para crianças escrito por Myriam Fraga, com projeto gráfico assinado por Leo Dantas.

“Jorge Amado desejava que a Fundação não fosse só um arquivo de documentos ou exposição, mas que promovesse a cultura, a literatura e a arte no Pelourinho. Myriam pegou essa missão e idealizou um dia a Flipelô: foi um projeto dela”, pontuou a diretora.

“Além de tudo, ela era poeta, jornalista e membro da Academia de Letras da Bahia. Ela trabalhou muito em prol da cultura e gostava dessa convivência com jovens escritores e estudantes”.

A programação da 10ª Flipelô segue até o próximo domingo (9), reunindo nomes de destaque da literatura nacional, como Itamar Vieira Junior, Aline Bei, Carla Madeira, Ana Maria Gonçalves e Bárbara Carine, além de apresentações musicais de artistas como Chico Chico e Ana Mametto.

Otávio Queiroz
Soteropolitano com experiência em comunicação e mídias digitais, incluindo rádio, revistas, sites e assessoria de imprensa. Aqui, eu falo sobre Justiça.

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