Governo Jerônimo marca novo leilão do antigo Centro de Convenções

    O leilão foi anunciado pela Secretaria da Administração do Estado (Saeb)

    Foto: Divulgação

    O Governo da Bahia marcou uma nova tentativa de venda da área onde funcionava o antigo Centro de Convenções da Bahia, localizado no bairro Jardim Armação, em Salvador. O leilão foi anunciado pela Secretaria da Administração do Estado (Saeb) e está previsto para acontecer no dia 20 de julho, às 10h, no Espaço Crescer, na Secretaria do Trabalho, Emprego, Renda e Esporte (Setre), no CAB.

    De acordo com publicação no Diário Oficial do Estado (DOE), os interessados poderão apresentar propostas presencialmente ou pela internet, através do site: http:// www.jusleilao.com.br. Os lances eletrônicos estarão disponíveis entre os dias 25 de junho e 20 de julho, por meio da plataforma oficial do leilão.

    Nova tentativa de alienação

    Esta será a segunda tentativa do governo de negociar o imóvel. Em março deste ano, o primeiro leilão foi realizado, mas não recebeu propostas. A área foi avaliada em R$ 141,3 milhões e possui cerca de 187 mil metros quadrados. Desse total, aproximadamente 71 mil metros quadrados estão inseridos em área de preservação permanente.

    Antes da abertura do processo de venda, o terreno enfrentou entraves judiciais relacionados a ações trabalhistas movidas contra a antiga Bahiatursa, atual Sufotur. Os bloqueios chegaram a ultrapassar R$ 49 milhões e estavam ligados ao descumprimento do Plano de Cargos e Salários dos servidores entre 1990 e 2008.

    Histórico do equipamento

    O antigo Centro de Convenções está desativado desde setembro de 2016, quando parte da estrutura desabou em decorrência do desgaste da construção e da falta de manutenção. O incidente deixou três pessoas feridas e resultou no fechamento definitivo do equipamento.

    Desde então, a área permanece sem utilização. Em janeiro deste ano, o local foi atingido por um incêndio. A suspeita é de que as chamas tenham sido provocadas pela queima de materiais inflamáveis acumulados entre os escombros. Moradores da região relatam que a entrada de pessoas para retirada de materiais remanescentes é frequente no terreno.